Eron Bezerra presta contas da administração da Sepror

Em: 9 de abril de 2010
O deputado Eron Bezerra (PCdoB), fez um balanço da sua administração em seu primeiro discurso na Assembleia Legislativa, depois de três anos e meio à frente da Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural).
O deputado Eron Bezerra (PCdoB), fez um balanço da sua administração em seu primeiro discurso na Assembleia Legislativa, depois de três anos e meio à frente da Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural).

O deputado Eron Bezerra (PCdoB), fez um balanço da sua administração em seu primeiro discurso na Assembleia Legislativa, depois de três anos e meio à frente da Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural). Ainda exibiu vídeos mostrando as realizações do Sistema Sepror, que está construindo 4.500 casas para trabalhadores rurais, fato inédito em toda a história do Estado.
Eron acrescentou que o Amazonas ficou oito anos sem ter Secretaria de Agricultura e se isso fosse contado em qualquer parte do mundo, soaria como piada, porque esse tipo de instituição trata de economia, geração de emprego, riqueza para uma região ou Estado. “E uma região ou Estado não ter disso, é o mesmo que se candidatar a morrer de inanição. No caso do Amazonas, é deixar de lado cerca de 270 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais”, enfatizou.
Dentre as realizações citadas e apresentadas em folhetos e DVD entregue a todos os deputados, foram citadas a instalação de 70 agroindústrias e a ”primeira indústria de bacalhau da América Latina, em plena selva amazônica”, e atividades culturais promovidas com as histórias dos próprios trabalhadores, transformadas em peças de teatro, livro e um CD gravado “exclusivamente por eles”.
As estradas vicinais, que ficavam a cargo da Seinf (Secretaria de Estado de Infraestrutura), depois de uma “briga no bom sentido”, passou para o Sistema Sepror (que engloba entidades do setor primário). Sem estradas, que precisavam ser recuperadas, não tinha como escoar a produção, explicou.
Uma das conquistas apontadas foi o aumento de escritórios do Idam (Instituto de Desenvolvimento agropecuário e Florestal Sustentável).
Eram apenas 29 e hoje tem escritório em todos os 62 municípios do Amazonas. Outra iniciativa que considera importante são os ônibus apelidados de formigão, adaptados. “De um lado vem o trabalhador, de outro lado vem a produção”, explicou.
Eron aproveitou o momento para, mais uma vez, defender a tese de que a base econômica do Amazonas nunca foi a agricultura, sendo esse fato um dos grandes problemas do setor primário. “Nossa cultura é o da coleta de castanha, da seringa, do peixe. Nossa cultura é extrativista.
E esse é um dado que 99% dos intelectuais da nossa região nunca entenderam. Nunca entenderam o fato de não termos tradição agrícola”, afirmou. Ao contrário de outros Estados, inclusive o vizinho Pará, que tem sua base ancorada na agricultura. Então, o Amazonas saiu da coleta para a Zona Franca de Manaus.
Esse fato permitiu uma concepção de que não se produzia nada porque, com a ZFM, todos poderiam comprar. Para argumentar que esse quadro está mudando, Eron mostrou a imagem de uma fecularia. É a indústria que beneficia mandioca para fazer um produto muito usado no Distrito Industrial.
“Todo o material eletroeletrônico do Distrito Industrial é colado com fécula de mandioca. O Amazonas não produzia um grama disso. Era tudo importado do Paraná. Então estamos construindo aqui no Manaquiri e no Careiro Castanho, a primeira fecularia industrial do Estado do Amazonas, para suprir uma demanda que só no Distrito Industrial é da ordem de 84 mil toneladas /ano.
Mais as panificadoras que consomem 12 mil, então nós temos 96 mil toneladas de demanda na cidade de Manaus”, afirmou Eron.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar