Esbam constrói nova unidade para dobrar capacidade de ensino

Em: 23 de março de 2009
No ano em que a Esbam (Escola Superior Batista do Amazonas) ­completa nove anos de atuação no mercado de ensino superior manauense, a instituição se prepara para abrir nova unidade
No ano em que a Esbam (Escola Superior Batista do Amazonas) ­completa nove anos de atuação no mercado de ensino superior manauense, a instituição se prepara para abrir nova unidade

No ano em que a Esbam (Escola Superior Batista do Amazonas) ­completa nove anos de atuação no mercado de ensino superior manauense, a instituição se prepara para abrir nova unidade. Com parte do investimento total de R$ 1,2 milhão, já foram adquiridos equipamentos para a nova unidade que deve ser entregue no próximo mês de julho. O prédio vai funcionar na avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho, nas proximidades da sede atual.
De acordo com o gestor da Esbam, Elizeu Rodrigues, a intenção é incrementar em pelo menos 12,5% o quadro funcional no prazo de um ano e meio e comportar 5.000 alunos até 2012. Atualmente, a Esbam possui cerca de 2.500 estudantes e já formou mais de 2.000 profissionais ao longo dos quase dez anos voltados para a educação superior. A média anual de crescimento no número de estudantes da instituição é de 10%.
Outro plano da Esbam é se tornar um centro universitário já no próximo ano. Nessas ­condições, a instituição possui mais vantagens e não fica dependente de órgãos superiores de educação, como o MEC (Ministério da Educação), por ­exemplo. “Atuando como um centro universitário poderemos estar mais adiantados, ou seja, é um grande passo, uma marca decisiva para a qualidade do serviço e o fortalecimento da instituição”, afirmou.

Mais cursos

Fundada no dia 22 de março de 2000, a instituição que ­começou com apenas quatro cursos de licenciatura plena (ciências biológicas, letras, matemática e pedagogia), hoje já oferece dez cursos nas áreas de biológicas, exatas, humanas e serviços, sendo os mais procurados administração de empresas, ciências contábeis e direito. E, para o ano que vem, deve inserir na grade curricular um curso na área de tecnologia.
Sem revelar o número total de professores, Rodrigues informou que 40% do corpo docente é formado por mestres e doutores, o restante é composto por especialistas. O gestor ainda disse acreditar que o Amazonas tem uma grande carência de profissionais em nível de mestrado e doutorado. “A região é muito carente de mão-de-obra qualificada, como mestres e doutores em muitas áreas como administração e contabilidade, por exemplo. A distância do Amazonas para os grandes centros de formação dificulta muito os processos educacionais e não somente no que diz respeito ao ensino superior”, comentou.
Na avaliação de Rodrigues, existem diferenças entre o ensino superior ministrado em instituições particulares e públicas. “Os estabelecimentos privados sobrevivem com os próprios recursos, com o orçamento que eles têm disponível. Se acontece algum imprevisto, a primeira estratégia para tentar resolver o problema é reduzir as ofertas de cursos. A vantagem é que se pode oferecer mais recurso e até mais espaço. Já em locais administrados pelo governo, se ocorre alguma falha o próprio governo pode arcar com as despesas”, enfatizou.

Valor da educação

Conforme Rodrigues, a idéia de instalar uma instituição de ensino superior em Manaus surgiu porque, há dez anos não existiam muitos profissionais habilitados com o curso Normal Superior, voltado para a área de educação. Na época, apenas a Ufam (Universidade Federal do Amazonas) oferecia cursos na área de licenciatura plena. “Não havia professores qualificados, então me propus a abrir uma instituição específica para a formação de professores”, lembrou o gestor ao contar que o estabelecimento sempre buscou atender a área de educação para as séries iniciais e educação infantil. “Hoje em dia, o curso de pedagogia também é um dos mais procurados e o profissional se forma com quatro habilitações: ensino de educação infantil, acompanhamento das séries iniciais, supervisão e orientação educacional”, completou.
Para Rodrigues, o que garante o sucesso de uma instituição de ensino superior é a infraestrutura, boas instalações, laboratórios com equipamentos de ponta e a contratação de bons profissionais. O gestor ainda salientou que a Esbam não visa somente valores lucrativos. “A definição da nossa postura é de uma escola educadora, pois, a linha principal é a educação de processos em diversas competências, além dos valores cristãos. Podemos dizer que esse é o produto Esbam”, assegurou Rodrigues.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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