Escolha de Arthur evitou racha no PPS

Em: 4 de julho de 2012
Perplexo com o que considera uma decisão personalista, o deputado estadual Luiz Castro (PPS), esclareceu que não havia indicação do vereador Hissa Abrahão em abrir mão da candidatura puro sangue, para aliar-se ao senador Arthur Virgílio Neto (PSDB)
Perplexo com o que considera uma decisão personalista, o deputado estadual Luiz Castro (PPS), esclareceu que não havia indicação do vereador Hissa Abrahão em abrir mão da candidatura puro sangue, para aliar-se ao senador Arthur Virgílio Neto (PSDB)

Perplexo com o que considera uma decisão personalista, o deputado estadual Luiz Castro (PPS), esclareceu que não havia indicação do vereador Hissa Abrahão em abrir mão da candidatura puro sangue, para aliar-se ao senador Arthur Virgílio Neto (PSDB). Uma regra de conduta do PPS determina que o diretório estadual, em especial a executiva estadual, tem que participar das discussões sobre as eleições em Manaus. A decisão em desistir da candidatura própria e aliar-se com o candidato tucano, segundo o deputado Luiz Castro, não foi discutida com os membros do partido.
“Em nenhum momento Hissa disse à executiva do partido que estaria abrindo mão de sua candidatura. Em nenhum momento quando ele decidiu conversar com o senador Arthur Virgílio ele nos convidou para conversar. Não recebi nenhum telefonema, não fui convidado para nenhuma conversa nem por parte de Hissa nem do presidente do PPS”, desabafou o deputado.
Ainda de acordo com Luiz Castro – que é membro das executivas nacional e estadual do PPS, somente depois que o vereador entendeu-se com o senador Arthur Virgílio Neto e firmou a aliança foi marcada a reunião com o diretório municipal, excluindo as representações estadual e nacional.
“Houve um conjunto de conchavos, de jogos de última hora, de arranjos de última hora em que algumas lideranças de diversos partidos acabaram tomando decisões em nome de suas legendas. Isso aconteceu com partidos conservadores, partidos de centro e os partidos de esquerda. No caso do PPS, o vereador Hissa construiu a sua pré-candidatura toda num discurso de que sua candidatura seria inarredável, e que sua candidatura seria puro sangue. E, subitamente, ele tomou uma decisão de mudança”, disse.

Apoio

O deputado Luiz Castro, apesar de confirmar sua boa relação política com o deputado Pauderney Avelino (DEM) e com o senador Arthur Virgílio Neto, diz sentir-se isento para tomar qualquer posição de apoio no primeiro turno das eleições. Ele explica que, caso venha a apoiar o candidato Arthur Virgílio será por decisão pessoal dele, e não em cumprimento a uma determinação do partido, por considerar que o PPS agiu de forma inadequada, já que ele abriu mão da candidatura pensando em ajudar o nome de Hissa Abrahão: “Fui generoso, fui correto e fui leal. E não sei como decidiram as coisas sem um pré-entendimento. Eu volto a dizer que nada contra a aliança com o senador Arthur, mas ela deveria ser trabalhada dentro do partido.”
Para o deputado é necessário preservar princípios do código de conduta, do código de ética, do estatuto e não permitir, principalmente para um grupo de esquerda, romper as normas partidárias. Acusações de boicote às candidaturas de lá e de cá acirraram os ânimos e levaram o deputado a cogitar a possibilidade de eximir-se de apoio a política eleitoral municipal.
“Eu não sou um político de duas caras. O nome de Arthur Virgílio Neto pesa favoravelmente nessa aliança, se não fosse ele haveria um racha incontornável no PPS. Mas, tudo é contornável a partir da figura de Arthur Virgílio e não de Hissa Abrahão.“Não digo que não poderei apoiar o senador Athur Virgílio, porque tenho um respeito muito grande por ele”, explicou o líder do PPS.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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