Voltado a empreendedores que buscam alternativas ao modelo empresarial tradicional os escritórios virtuais registraram um aumento de 20% nos últimos três anos, com uma faturamento no setor de R$ 540 milhões anuais. Os dados são da ANCEV (Associação Nacional de Coworking e Escritório Virtuais). Atualmente estima-se que existam aproximadamente mil escritórios compartilhados legalizados.
O potencial do mercado vem ganhando força no Amazonas, ainda mais para pequenos empreendedores que buscam enxugar seus custos. Quem já está iniciando no mercado ou a mais tempo, também tem optado por trabalhar em uma estrutura de escritórios virtuais.
A arquiteta Najara Paixão, formada há dois anos, trabalha com a sócia Tais Dias. Há um ano, elas criaram o Decora Já, que é um serviço voltado a assessoria de arquitetura de interiores comercial e residencial, direcionado para pessoas que precisam de um serviço mais simplificado em termos de renovação de um espaço.
As redes sociais são aliadas das arquitetas que funcionam como um canal estratégico para atrair clientes, através do compartilhamento de conteúdos. A facilidade e o retorno positivo das mídias digitais, ampliou o leque dos clientes e expandiu os serviços de consultoria para outros estados.
A ampla divulgação precisou de investimento no atendimento a esses clientes, com isso, surgiu a ideia de optar pelos escritórios virtuais. Para Najara a estrutura física deste tipo de ambiente funciona muito bem, porque possui toda uma estrutura que um escritório necessita. Além de investir no negócio sem necessariamente custear um espaço físico próprio. “É uma dinâmica bem interessante. As nossas reuniões com os nossos clientes são feitas no máximo de quatro a cinco vezes. E aí entra a redução de custo muito boa”, disse
Ela cita ainda o atendimento telefônico online que é uma grande diferencial dentro dessa estrutura e dos serviços. “Temos pessoas para nos atender de alguma forma virtualmente. Essa secretaria online é bem interessante”, conta. O atendimento telefônico é personalizado e fornecido por uma atendente que recebe as ligações da empresa através de uma número de linha disponibilizado exclusivamente para o atendimento e tem a opção de redirecionamento das ligações e recados por e-mail.
Para Najara, as salas privativas atendem muito bem a necessidade do que precisam. “ A gente utiliza bastante o espaço das salas para reuniões. Alugamos por hora no valor de R$ 30. Os servicos sao práticos. Você reserva um espaço de tempo, reúne com o seu cliente e nos dão todo o suporte”, explicou.
Segundo o gerente de marketing e negócios digitais, Alessandro Dias, o escritório virtual também surge como alternativa de endereço fiscal ou comercial que constará em todos os órgãos públicos para registro da empresa. Ele disse que a vantagem dos escritórios virtuais é a otimização de dispor de uma sala com infraestrutura completa, com custos baixos. O crescimento tem sido grande para todos os segmentos. Muito empreendedor tem usado o recurso.
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Modelo
Há dez anos no mercado a ProOffice oferece toda estrutura física e virtual (sublocação de escritórios de diversas posições, sala de reunião e treinamento). Desde a localização, no Vieiralves, toda estrutura e portfólio de serviços foram planejamentos para atender às exigências do mundo corporativo atual cada vez mais dinâmico.
A empresa possui uma vasta carteira de clientes como empreendedores e profissionais liberais (advogados, Coach, gestores de HR, investidores, contadores, psicólogos entre outros), empresas nacionais e internacionais que optaram por executarem suas operações dentro de um modelo de negócio que preza pela otimização de tempo e baixo custo de operação, investindo em planos mensais e locação do espaço físico por hora.
Para a empresa o aquecimento da economia e o surgimento de novas formas de trabalho como home office, essa demanda por escritórios virtuais está em ascensão ano a ano. O ProOffice é um escritório executivo, que oferece serviços como endereço fiscal, telemarketing, atendimento personalizado, secretária e motoboy com total conforto e praticidade.
Custo benefício
Segundo a ANCEV, a média dos aluguéis desses espaços no Brasil varia de R$150 a R$350. Se comparado a um escritório convencional existe uma redução de valor operacional de 70% em média.
Coworking
Outro modelo que tem caído nas graças de empreendedores são os escritórios compartilhados, conhecidos como coworkings. Este conceito é bem utilizado pela empresária Meire Oliveira, que paga por hora e tem a opção de escolher quantas horas vai utilizar. “Foi um dos melhores conceitos para quem não tem um local fixo ou precisa de mais flexibilidade para exercer qualquer atividade.Eu preciso enviar vários e-mails por dia, mas também preciso resolver mil coisa. Vários locais em Manaus oferecem este tipo de serviço. Foi uma mão na luva”, ressaltou.
De acordo com Alessandro Dias, a alta rotatividade destes escritórios em Manaus é grande. “Temos mais de dez, com vários segmentos específicos. Os empreendedores têm percebido o valor disso e tem se criado uma cultura de estar num local compartilhado. Também é um conceito com redução de custos na operação do negócio, além de compartilhar experiências com outros profissionais”, frisou.
Surgem nestes modelos a Impact Hub, Cardume, Vila Hub Coworking e Espaço Vieiralves.







