Estimativa para a safra agrícola mantida no Amazonas, aponta IBGE

Em: 11 de março de 2020
Estimativa para a safra agrícola do Amazonas continua em 1.787.040 toneladas, em 2020
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Estimativa para a safra agrícola do Amazonas continua em 1.787.040 toneladas, em 2020

Em sua revisão de fevereiro, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) manteve sua estimativa para a safra agrícola do Amazonas em 1.787.040 toneladas, em 2020. O número ainda é 4,59% inferior ao registrado na safra de 2018/2019 (1.873.122 toneladas). As áreas de plantio e colheita também seguem as mesmas e empatadas com as da safra 2018/2019. Os dados foram divulgados nesta terça (10).

A taxa negativa é puxada principalmente pela baixa expectativa em relação à mandioca, carro-chefe do setor agrícola do Estado, que chegou a alavancar os números da agricultura amazonense em 58,1% no ano passado. O IBGE projeta que a produção deve ficar em 1.239.598 toneladas neste ano, 6,9% a menos do que o registrado na safra de 2018/2019 (1.873.122 toneladas).

Cereais, leguminosas e oleaginosas comparecem com estimativa de produção de 41.420 toneladas, montante igualmente inferior ao registrado na safra anterior (41.207 toneladas). As áreas plantada (24.072 toneladas) e colhida (22.930), contudo, seguem as mesmas de 2018/2019.

Cacau (-4,1%), banana (-2,3%) e laranja (-2,2%) também comparecem no levantamento com números negativos, após amargar queda também no ano anterior. A produção do cacau caiu de 1.321 (2018/2019) para 1.266 (2019/2020) toneladas, em intensidade maior do que a apresentada na safra anterior (-1,34%). No caso da banana (109.913 toneladas) e da laranja (65.232), por outro lado, as retrações vieram em ritmo mais suave na comparação com a colheita anterior (-10,08% e -6,11%, respectivamente).

O melhor número da safra agrícola do Amazonas deste ano aparece na cana-de-açúcar (+3,5%), conforme as estatísticas do IBGE. A estimativa é que a produção aumente de 274.059 (2018/2019) para 283.676 (2019/2020) toneladas. A projeção para a primeira safra do milho (+1,1%) é de 19.093 toneladas – contra 18.894 toneladas no período anterior. 

No caso do arroz (14.220 toneladas), é aguardada uma variação de apenas 0,1% em relação ao que foi colhido no ano passado (14.206). O Instituto, por outro lado, projeta estabilidade para as duas safras de feijão – 4.107 e 4.000 toneladas – e para os cafés arábica (1.836) e canephora (2.679).

Período chuvoso

O supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, ressalta que ainda não houve alteração nos dados, porque essas informações ainda são aguardadas para os próximos desdobramentos e revisões de expectativas, já que fevereiro ainda não seria o mês propício para se estimar estes itens. 

“Os números de fevereiro se mantiveram inalterados nesta revisão e isso geralmente ocorre no início de cada ano. Trata-se deum período chuvoso, em que a maior parte do Estado ainda não começou de fato os movimentos de safra”, ponderou.

Consulta ao Idam

Procurado pelo Jornal do Commercio, o titular da Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas), Petrúcio Magalhães Júnior, informou que o governo do Estado recebeu os dados do IBGE com apreensão e que vai consultar o Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas), para ver o que pode ser feito para reverter o quadro de queda de produção.

“É algo que nos preocupa. Vamos avaliar com as equipes técnicas para verificar onde está ocorrendo o problema, se é pelas chuvas do período de inverno, ou se há alguma outra dificuldade que possa ser revertida por fomento. Pretendemos ser mais fortes na subvenção de sementes e mudas, bem como nos programas de Pró-Mecanização e Pró-Calcário, neste ano, mediante o calendário agrícola, que se inicia em meados do ano”, finalizou. 

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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