Segue ainda sem solução a questão da falta de armazéns certificados para estocagem de produtos não alimentícios no Amazonas. Mesmo diante da notícia de que o governo federal vai investir cerca de R$ 746 mil na reforma da UAM (Unidade Armazenadora de Manaus), o prejuízo de mais de 60% na safra deste ano, poderá ser bem superior, chegando a quase 90% de acordo com especialistas.
Safra em risco
Para a presidente da Coomapem (Cooperativa Mista Agropecuária de Manacapuru), Eliana Medeiro do Carmo, quem mais sofre são os produtores das áreas rurais com a falta de armazéns privados que sejam certificados e reconhecidos pela Conab. “De duas mil toneladas de juta e malva estimadas para colheita neste ano, conseguimos fechar negócios para apenas oitocentos quilos. Se no ano que vem a situação persistir, teremos uma baixíssima produção”, enfatizou Eliana.
De acordo com o presidente da Conab, Thomaz Meirelles a solução para não se perder a safra de produtos não alimentícios, está em incluí-los no Programa de Formação de Estoque pela Produção Familiar, amparado pelo governo federal. “O Amazonas precisa defender a inclusão dos produtos não alimentícios nos programas governamentais para também formar estoque e controle das safras”, defende Meirelles.
Plano Agrícola
No caso dos dois armazéns públicos de Manaus, da ampliação de operações realizadas com programas como de Apoio à Defesa Civil, PGPM, Vendas em Balcão e de PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), receberão os benefícios através da medida que faz parte do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, anunciado pelo governo federal, no início do mês, com o objetivo de melhorar a armazenagem dos estoques públicos no país, que contará com R$ 500 milhões para reforma de 84 UAs da Companhia e construção de outras 10.
Em toda a região Norte, o investimento chegará a R$ 16,9 milhões. A capacidade de utilização da UAM hoje é de 2.832 toneladas e com a reforma esse número deve atingir no mínimo, 4.800 toneladas. Além da reforma das instalações internas e externas, a ampliação das capacidades com a troca de equipamentos mais modernos e a recuperação de outros.
A Conab contará com a participação do Banco do Brasil na gestão e fiscalização das obras de construção e modernização dos armazéns. O investimento elevará a capacidade estática de armazenagem pública do Brasil para 2,81 milhões de toneladas, saindo dos atuais 1,96 milhões e assim ampliando a capacidade de atendimento aos programas sociais e regulando o abastecimento de alimentos básicos.







