Estocagem de produtos ainda é problema

Em: 19 de junho de 2013
Produtores de gêneros não alimentícios encontram dificuldades para armazenagem no Amazonas, apesar de investimentos
Produtores de gêneros não alimentícios encontram dificuldades para armazenagem no Amazonas, apesar de investimentos

Segue ainda sem solução a questão da falta de armazéns certificados para estocagem de produtos não alimentícios no Amazonas. Mesmo diante da notícia de que o governo federal vai investir cerca de R$ 746 mil na reforma da UAM (Unidade Armazenadora de Manaus), o prejuízo de mais de 60% na safra deste ano, poderá ser bem superior, chegando a quase 90% de acordo com especialistas.

Safra em risco

Para a presidente da Coomapem (Cooperativa Mista Agropecuária de Manacapuru), Eliana Medeiro do Carmo, quem mais sofre são os produtores das áreas rurais com a falta de armazéns privados que sejam certificados e reconhecidos pela Conab. “De duas mil toneladas de juta e malva estimadas para colheita neste ano, conseguimos fechar negócios para apenas oitocentos quilos. Se no ano que vem a situação persistir, teremos uma baixíssima produção”, enfatizou Eliana.
De acordo com o presidente da Conab, Thomaz Meirelles a solução para não se perder a safra de produtos não alimentícios, está em incluí-los no Programa de Formação de Estoque pela Produção Familiar, amparado pelo governo federal. “O Amazonas precisa defender a inclusão dos produtos não alimentícios nos programas governamentais para também formar estoque e controle das safras”, defende Meirelles.

Plano Agrícola

No caso dos dois armazéns públicos de Manaus, da ampliação de operações realizadas com programas como de Apoio à Defesa Civil, PGPM, Vendas em Balcão e de PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), receberão os benefícios através da medida que faz parte do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, anunciado pelo governo federal, no início do mês, com o objetivo de melhorar a armazenagem dos estoques públicos no país, que contará com R$ 500 milhões para reforma de 84 UAs da Companhia e construção de outras 10.
Em toda a região Norte, o investimento chegará a R$ 16,9 milhões. A capacidade de utilização da UAM hoje é de 2.832 toneladas e com a reforma esse número deve atingir no mínimo, 4.800 toneladas. Além da reforma das instalações internas e externas, a ampliação das capacidades com a troca de equipamentos mais modernos e a recuperação de outros.
A Conab contará com a participação do Banco do Brasil na gestão e fiscalização das obras de construção e modernização dos armazéns. O investimento elevará a capacidade estática de armazenagem pública do Brasil para 2,81 milhões de toneladas, saindo dos atuais 1,96 milhões e assim ampliando a capacidade de atendimento aos programas sociais e regulando o abastecimento de alimentos básicos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar