Estudo da Capital Research sugere mais viagens em 2020

Em: 10 de janeiro de 2020
Impulsionados pela melhora na economia, estudo indica um movimento maior no setor turístico em relação ao ano passado
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Impulsionados pela melhora na economia, estudo indica um movimento maior no setor turístico em relação ao ano passado

Visto como oportunidade para quem gosta de investir em viagens, o brasileiro terá mais estímulo para aproveitar os destinos em 2020. Impulsionados pela melhora na economia e o calendário nacional de feriados, um estudo da Capital Research indica um movimento maior no setor turístico em relação ao ano passado. 

A análise aponta ainda que não se trata apenas de sorte no calendário. De acordo com a Capital Research, com a economia dando sinais de recuperação, a expectativa é que sobre algum dinheiro no bolso do brasileiro para viajar em 2020, pois a maioria dos problemas enfrentados em 2019 não deve se repetir esse ano. O analista da Capital Research, Felipe Silveira diz que os principais fatores negativos de 2019  foram pontuais e tendem a se normalizar nos próximos meses. Dentre os fatores ele aponta a “entrada da Avianca Brasil em recuperação judicial, que proporcionou uma queda abrupta na oferta de assentos em aeronaves, o atraso na entrega de aeronaves 737 Max, da Boeing, por conta dos acidentes entre o final de 2018 e o começo de 2019, e, claro, as manchas de óleo encontradas nas praias do Nordeste”.

Para os próximos 12 meses, a casa de análises aponta que a perspectiva positiva nasce principalmente do fato de que o governo , demonstra a intenção de agir para reduzir o preço das passagens aéreas no Brasil. “Em um primeiro momento, o objetivo é atacar o preço do querosene de aviação, com estudos para cortar o PIS/Cofins sobre combustível, e depois tentar diminuir a concentração de empresas que distribuem o querosene, o que reduziria o custo das companhias aéreas e incentivaria a entrada de estrangeiros no mercado”, explica o analista.

Embora o estudo sugira esse comportamento, para o vice-presidente da ABAV-AM (Associação Brasileira de Agências de Viagens do Amazonas), Jaime Mendonça,  há algumas colocações que não estão muito consistentes, ele explica que os cortes no PIS/Cofins não garantem a baixa dos valores e a diminuição no valor final no bolso do consumidor “não é isso que vai trazer o menor valor, se fosse assim, nós não teríamos sentindo impacto nos valores com as mudanças na franquia de bagagens e a retirada de marcação do assento. Pelo contrário, para nós brasileiros que ganhamos em real, o valor ficou mais caro por conta da instabilidade da moeda americana. Então, para ter essa redução do PIS/Cofins no querosene dentro do valor final para a ponta que é o cliente que compra esse bilhete é importante que o dólar esteja estável”, contesta.

Quanto a economia, ele espera que avance, porque é o que as pessoas precisam para viajar, ou seja, “estarem empregadas e com as contas em dia para sobrar dinheiro e planejar uma viagem. Vai ter muito feriado, mas é importante lembrar que na nossa região existe muito desemprego e endividamento, se torna mais difícil”, considerou. 

Em relação a Avianca ele relata que prejudicou bastante os valores das passagens áreas e muitas vagas foram ceifadas no setor. Contudo, as companhias aéreas absorveram as aeronaves que eram da empresa “chegaram mais aeronaves, as coisas estão entrando nos eixos, pelo menos nesse prisma. Embora a Avianca não operasse aqui, ela nos afetou indiretamente”, lembra. 

Feriados

Como já divulgado pelo calendário nacional oficial são nove datas oficializadas, destas, seis cairão em segundas ou sextas-feiras, além das celebrações como o Carnaval, Corpus Christi e o Dia da Consciência Negra, considerados pontos facultativos no serviço público federal, mas já consagrados feriados em vários estados e municípios.

CVC

Conforme a Capital Research, ganha nas duas pontas, além da vantagem para o consumidor final, os investidores podem se beneficiar do provável crescimento do mercado de turismo em 2020. Para Silveira, apostar em empresas bem posicionadas no mercado é a melhor saída e é possível, inclusive, encontrar algumas pechinchas na bolsa, como é o caso da CVC.

“A CVC tem aproximadamente 25% do mercado de reservas de viagens no Brasil. Apesar disso, os papéis da companhia caíram 27,7% em 2019, contra uma valorização de 31,6% do Ibovespa no mesmo ano”, detalha o analista, indicando que grande parte desse resultado se deve ao fatores pontuais que afetaram o segmento como um todo. Silveira, no entanto, ressalta que “mesmo em anos mais complicados, a CVC se manteve lucrativa e investiu mais de R$ 100 milhões em 2019, especialmente no seu processo de digitalização, o que leva um tempo até dar resultados práticos e representa uma oportunidade de compra diante do atual patamar de preço dos papéis da companhia listados na bolsa”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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