Estudo da CPRM aponta que enchente pode superar 1953

Em: 13 de maio de 2009
A partir de estudo técnico e científico sobre a cheia no Amazonas, a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais e Serviço Geológico do Brasil (CPRM), aponta que a população deve se prevenir para a enchente, que deve se nivelar ou superar a de 1953
A partir de estudo técnico e científico sobre a cheia no Amazonas, a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais e Serviço Geológico do Brasil (CPRM), aponta que a população deve se prevenir para a enchente, que deve se nivelar ou superar a de 1953

A partir de estudo técnico e científico sobre a cheia no Amazonas, a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais e Serviço Geológico do Brasil (CPRM), aponta que a população deve se prevenir para a enchente deste ano, que deve se nivelar ou superar a de 1953.
O engenheiro pediu para que os ribeirinhos da capital e do interior verifiquem a marca da cheia no ano passado e que subam os seus assoalhos e marombas em, pelo menos, um metro acima. O especialista citou que nos bairros da Glória e São Raimundo, por exemplo, as casas situadas na margem dos rios e igarapés estão com os assoalhos alagados. “As pessoas terão que se preparar para um tempo maior de permanência nos locais improvisados, porque a subida das águas deve acontecer até o fim de junho”, informou.
A previsão da CPRM é que a média das águas do Rio Negro oscile entre 29,25 metros e 29,95 metros, podendo ou não ultrapassar a cheia recorde de 1953, considerada a maior no Amazonas ao atingir o nível de 29,69 metros. Na segunda -feira, o rio atingiu 28,95 metros.
Quanto à seca deste ano, Marco Antonio disse que não tem como prever, porque vai depender da falta de chuvas na época em que o rio estiver em baixa.
“Acredito que não teremos uma vazante tão grande, porque o nível dos rios está alto e isso vai refletir em outubro, período da seca”, disse.
Segundo o superintendente da CPRM, a cheia é um fenômeno natural e que afeta a todos, principalmente o ribeirinho que normalmente mora em palafitas. Logo, quando a cheia é muito grande os problemas pioram, inclusive com a perda da colheita dos produtores das áreas de várzea.
Por este motivo, o órgão levanta esses dados e divulga-os a fim de que a população de Manaus e do interior tomem os cuidados necessários.
O serviço de monitoramento da CPRM é feito a partir de suas estações em toda a Amazônia ocidental, compreendendo as principais calhas de rios. Com isso, o órgão tem uma informação balizada das condições climáticas, fazendo comparação do ano em curso com os anos anteriores.
“Com isso podemos afirmar para a sociedade e as autoridades do Estado se a cheia está grande ou não, se vai haver uma vazante grande ou não e qual as perspectivas dos próximos meses para cada região”, disse Marco Antonio.
O engenheiro informou que as cheias são provocadas pelas chuvas que atualmente estão acima da média na região da Cordilheira dos Andes e que acabam descendo em direção a Bacia Amazônica.
“Neste ano sofremos o efeito climático global, o La Ñina –o resfriamento das águas do Pacífico- e quando isso acontece, chove acima da média na Bacia Amazônica, atingindo Manaus e o interior”, informou o engenheiro.
Para o deputado Liberman Moreno, que preside a Comissão de Recursos Minerais, Energéticos, Óleo e Gás da Assembléia Legislativa, as informações do órgão são esclarecedoras porque pouco se sabe das reais conseqüências dessa cheia e as previsões de onde se vai chegar.
“A maioria dos deputados tem ligação com o interior amazonense. Por isso, eles necessitam ter informações precisas do nível da cheia, até para ajudar naquilo que for possível as pessoas que estão prejudicadas”, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar