Estudo mostra cenário­ de exportação para ­micro e pequenas

Em: 10 de março de 2008
Qual a participação das micro e pequenas empresas brasileiras nas exportações do país?
Qual a participação das micro e pequenas empresas brasileiras nas exportações do país?

Qual a participação das micro e pequenas empresas brasileiras nas exportações do país? O que comercializam, por quanto vendem e quais os principais destinos de seus produtos? Um conjunto de informações sobre o desempenho exportador de quase 13 mil empresas desse segmento aparece no estudo ‘As Micro e Pequenas Empresas na Exportação Brasileira -Brasil e Estados – 1998- 2006’.
Encomendado e divulgado pelo Sebrae, que também definiu a metodologia do trabalho, o documento servirá como importante referência para ações de internacionalização de micro e pequenas empresas promovidas pelo Sebrae e por instituições parceiras.
O estudo foi produzido com base em dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), por meio da Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior). A base reúne e ainda cruza informações de outros órgãos sobre todas as micro e pequenas empresas brasileiras que exportaram nos anos de 2005 e 2006. O documento também estabeleceu comparativo com a performance do setor desde 1998.
O levantamento vem à tona em um contexto bastante positivo para as exportações brasileiras, de maneira geral, que cresceram 16 3% em 2006, na comparação com o ano anterior com valores de US$ 137.6 bilhões. Esse foi o quarto ano de crescimento, com alta acumulada de 22,9%. As análises enfocam e contextualizam a participação de micro e pequenas empresas nesse cenário.
Pio Cortizo, gerente da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Nacional, setor responsável pelo estudo, adianta que a Instituição pretende trabalhar com órgãos como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) para o desenvolvimento de trabalhos sobre as micro e pequenas empresas. “Esse material, além de mostrar uma radiografia do setor, pode ajudar os empresários na tomada de decisões sobre os seus negócios”, explicou.

Crescimento
contínuo

O estudo, encomendado pela Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae à Funcex, mostra que houve crescimento no valor médio exportado pelas micro e pequenas empresas nos anos recentes. Entre 2005 e 2006, o aumento foi de 5,8% entre as microempresas e de 11,3% entre as pequenas. Os índices registram continuidade do que se verificou entre 2002 e 2005, quando o valor médio exportado pelas micro e pequenas empresas cresceu a taxas anuais semelhantes às registradas em 2006, em contraste com as quedas verificadas nos anos de 1998 a 2002.
O material revela que em 2006 aumentou o valor exportado pelas micro e pequenas empresas, que cresceu 2,4% para as microempresas, com um montante de US$ 148.5 milhões, e 6,1% para as pequenas, com valor de US$ 1.76 bilhão. No período, as exportações das grandes empresas cresceram 12,7% somando um montante de US$ 100 bilhões.
Na opinião de Pio Cortizo, informações como essas irão ajudar o Sebrae e outras entidades a atuar para que micro e pequenas empresas exportem mais e com qualidade. “O estudo promove um avanço na produção de indicadores e estatísticas que permitirão ao Sebrae refinar a sua atuação junto às micro e pequenas empresas por meio dos seus projetos, ações e demais intervenções sempre considerando as nossas parcerias estratégicas”, assinala Pio.
Apesar do crescimento do valor médio exportado, houve queda de 2 6% em relação a 2005 no número de empresas que exportaram. Esse desempenho atinge especialmente as micro e pequenas empresas. Segundo o estudo encomendado pelo Sebrae, em 2006, 12.998 empresas de micro e pequeno porte venderam seus produtos no exterior, valor 4,4% menor que o de 2004. Essa tendência vem desde 1999, exceção ao ano de 2004, quando o número de micro e pequenas empresas exportadoras cresceu duas vezes mais que o de grandes e médias.

Participação
em queda

A participação das micro e pequenas empresas no valor total das exportações brasileiras caiu continuamente nos últimos anos, segundo registra o estudo. Após atingir um pico de 2,3%, em 1999 elas passaram

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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