Setor imobiliário em Manaus registra crescimento de 12% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, e prever boas expectativas para o ano. Vendas de empreendimentos de padrão médio e alto, terrenos e casas, fora do programa Minha Casa Minha Vida, foram fundamentais para manter o desempenho do mercado, que já mostrava sinais de melhorias desde do fim de 2018. A pesquisa foi divulgada ontem (30), pela Ademi-AM (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas) e Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil). A pesquisa foi realizada pela Brain Bureau de Inteligência Corporativa.
“Subsetores de padrão médio e alto, terrenos e casas fora do programa federal de financiamento registraram maior venda, o que mostra a confiança do consumidor no início de temporada. A lei que fortaleceu os distratos também favoreceu a troca comercial e dá ‘norte’ para novas contratações”, explicou o presidente da Ademi-AM, Albano Maximo.
De acordo com a pesquisa, das vendas do primeiro trimestre deste ano, 460 foram do padrão econômico, 59 nos demais padrões verticais e 55 em unidades horizontais. As vendas líquidas das unidades residenciais verticais e horizontais totalizaram 839 unidades, o que representa uma valor geral de vendas de R$ 120 milhões. No mesmo período do ano passado, o setor conquistou R$ 107 milhões em vendas de imóveis
Segundo o diretor da Comissão de Indústria e Imobiliária do Sinduscon, Marco Bolognese, apesar de um início de ano atípico, com os trabalhos de um novo governo e a expectativa de sua política econômica, o mercado mostrou uma postura de otimismo, e destacou que o cenário apresenta facilidades para o consumidor adquirir o tão sonhado empreendimento.
“Hoje existem bancos concretos querendo emprestar ou financiar, existem produtos bons na praça, preços competitivos, existem muitos imóveis prontos e de boa qualidade. Para aquele consumidor que quer comprar seu empreendimento, o momento é agora”, disse.
De acordo com Marco, os bairros de Manaus que possuem uma demanda maior de empreendimentos são aqueles que fazem parte do projeto minha Casa Minha Vida, que representa mais de 50% do que é vendido, e reforçou que a previsão é que surjam mais lançamentos para o resto do ano.
“Em todos os bairros de Manaus hoje tem procura, tudo depende daquilo que o consumidor está procurando, mas hoje a cidade é privilegiada porque tem produtos sofisticados e de alto padrão, além de produtos do projeto da Minha Casa Minha Vida. Já notamos algumas incorporados começando a se mexer, acredito que no segundo semestre já haverá algo diferente no mercado”, ressaltou.
A pesquisa destacou que houve lançamento de 1 empreendimento no primeiro trimestre deste ano com 220 unidades. Em 2018 foram lançados 6 empreendimentos, que representam 2.140 unidades todos do padrão econômico. Não houve nenhum lançamento no primeiro trimestre deste ano. Ano passado, o mercado imobiliário do Amazonas teve um crescimento de 16% de vendas, cerca de R$ 603 milhões de reais. Para 2019 a projeção é um crescimento de 32%, espere-se fechar o ano com R$800 milhões. O primeiro trimestre de 2019 servirá como análise de como o mercado poderá reagir durante o ano.
Minha Casa Minha Vida
Albano Maximo destacou que o programa é vitorioso e que atende à classe que mais precisa. Em Manaus chegou a representar 80% do setor. Segundo o presidente da Ademi, o programa se divide em dois: o primeiro é subsidiado pelo governo para aqueles que ganham até um salário mínimo; já o segundo, esses subsídios se estendem à outras faixas imobiliárias, mas com incentivos menores.
“A faixa 1 compreende famílias de baixa renda, que recebem até R$ 1.800,00 por mês e não está na classificação do mercado imobiliário porque entra como programa social de habitação sendo subsidiado pelo Governo Federal. Os recursos estão garantidos até o meio do ano. No entanto espera-se que o Governo Federal consiga o complemento necessário para os contratos fechados de julho a dezembro do ano passado”, destacou.
Vendas em março
No mês de março, o maior número de vendas brutas foi o econômico com 265 unidades comercializadas, seguido do padrão médio com 23 unidades vendidas. Em relação às tipologias, o que mais se destacaram foram os empreendimentos de 2 dormitórios com 264 unidade vendidas, representando 86% das vendas totais residenciais verticais. O s empreendimentos horizontais, os terrenos iniciaram o mês com 645 unidade em estoque, e encerrou o período com 641. Já os condomínios de casas iniciaram com uma oferta de 206 unidades e encerraram o mês com 203.
No trimestre, das unidades residenciais vendidas, a tipologia com maior participação é a de 2 dormitórios, 80,3% do total das unidade residenciais verticais, ou seja, 461 unidades. Seguida da tipologia de 3 dormit´rios com 39 unidade, 6,7% do total vendido.
Uma mudança de cenário também chamou a atenção quanto ao bairro com mais unidades residenciais vendidas, já que no primeiro trimestre o Lírio do Vale ultrapassou o Tarumã com 63,6%. Já o bairro de Ponta Negra foi o menos procurado, representando 1,4% das vendas.







