Exploração mineral pode evitar que índio continue sendo um “mendigo de luxo”

Em: 27 de março de 2013
Daqui a exatos 23 dias se comemora em todo o Brasil e nos outros países americanos, o Dia do Índio
Daqui a exatos 23 dias se comemora em todo o Brasil e nos outros países americanos, o Dia do Índio

Daqui a exatos 23 dias se comemora em todo o Brasil e nos outros países americanos, o Dia do Índio. A data deverá ser marcada por inúmeras comemorações efêmeras, pontuais. Passados os discursos, as representações nas escolas, a assinatura de algum benefício que nunca saí do papel, a situação da grande maioria dos poucos mais de 300 mil índios que vivem no Brasil deve continuar a mesma. As perspectivas de melhora não são boas, por sinal, faz tempo que os indígenas brasileiros não recebem o devido respeito nem dos governantes nem da sociedade como um todo. Atualmente, eles estão distribuídos em 562 terras indígenas. São 206 povos, concentrados em sua maioria (70 por cento) na Amazônia Legal que é formada por seis Estados: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará. São 48 povos conhecidos, além de outros isolados, que moram no Amazonas. Esses números transformam o Estado no lugar onde mais existem índios no território Nacional. O problema, é que mesmo com a criação de uma secretaria estadual específica para tratar dos assuntos relacionados aos povos indígenas a vida pouco mudou. Problemas como saúde, produção de alimentos e rendimento financeiro, continuam sem soluções satisfatórias. Em Manaus, ontem, uma audiência pública, promovida pela Funai, avivou a discussão sobre a exploração mineral, além da atividade turística, em terras demarcadas, como fonte de renda. Essas Propostas poderão tirar os povos indígenas da miséria em que vivem. O índio, poderá assim deixar de ser um “mendigo de luxo”, pois tem sob seus pés um riquíssimo potencial mineral. Quando isso acontecer, todo dia, será Dia de Índio.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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