Exportação vai crescer 24% no Amazonas

Em: 3 de julho de 2008
Bons resultados estão levando grupos do segmento a aumentar de 235 para 310 o número de empresas exportadoras , além da busca por novos mercados
Bons resultados estão levando grupos do segmento a aumentar de 235 para 310 o número de empresas exportadoras , além da busca por novos mercados

Com crescimento de 9,46% nas exportações no primeiro quadrimestre, as indústrias de artefatos de joalheria e metais preciosos do PIM (Pólo Industrial de Manaus) dão provas de que a pressão cambial não afetou o setor amazonense de jóias e querem aumentar ainda mais a presença no mercado externo.
No início da semana, a Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações do Brasil) e o IBGM (Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos) assinaram acordo para o início de um projeto de promoção comercial, visando a ampliação de 235 para 310 o número de empresas exportadoras e o aumento de 11 para 18 o número de mercados a serem alcançados.
A capital amazonense está entre as regiões interessadas em ampliar os negócios neste setor, já que as expectativas industriais sugerem a média de crescimento de 5,2% ao ano. Segundo os indicadores industriais da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), o faturamento do setor cresceu 35,14% no ano passado, encerrando com mais de US$ 132.27 milhões, frente aos US$ 97.87 milhões observados em 2006.
O presidente do IBGM, Hécliton Santini Henriques, disse que serão investidos cerca de R$ 13,79 milhões em ações que vão de prospecção de mercado ou rodadas de negócios à produção de material promocional e desenvolvimento de marca setorial para ampliar a atuação e o número de exportadores. Segundo o executivo, o país é um dos maiores pólos de exportação para 40 países e vem crescendo seu desempenho nos últimos anos. “O Amazonas tem papel importante, pois é um dos pólos promissores na oferta de gemas e metais preciosos para mercados como Suíça, Estados Unidos, China, Espanha, Alemanha e França. Nosso novo projeto terá ações focadas para alguns segmentos específicos na Argentina, Chile, Panamá, Colômbia, Venezuela, Angola e Kuwait”, asseverou.
Para o empresário Klaus Roberto Javic, o aumento nas exportações não sofreu com a pressão cambial, porque o segmento é um universo à parte que não está sujeito às fortes tendências mundiais de quedas na cotação. Citando dados da Apex-Brasil, o executivo disse que os segmentos de obras e artefatos de pedras, pedras lapidadas, produtos de metais preciosos para a indústria, joalheria/ourivesaria, folheados de metais preciosos e bijuterias tiveram um salto nas exportações de US$ 317 milhões para US$ 330 milhões até maio deste ano.

Vendas aumentam

Javic acrescentou ainda que, no ano passado, o volume produzido de toda a cadeia produtiva local alcançou 2,90 milhões de peças. No que se refere a jóias prontas, segundo o empresário, as vendas externas alcançaram US$ 100 milhões no ano passado, enquanto que a expectativa para este ano se volta para um volume de exportações totais que atinjam US$ 530,5 milhões. “É importante destacar que o design diferenciado das jóias amazonenses vem conquistando mercados cada vez maiores. Agora, queremos traçar estratégias de participação permanente do Amazonas nesse mercado internacional”, ressaltou.
Para o presidente do Apex-Brasil, Juan Queirós, a continuidade da parceria com a Apex-Brasil é fundamental para os bons resultados que o trabalho de exportações apresenta nos últimos anos. “Graças a esse trabalho conjunto, as exportações da cadeia produtiva apresentaram crescimento de 129% desde o início da parceria. É o fortalecimento da imagem e da posição de destaque das jóias brasileiras como um todo no exterior e o resultado da credibilidade das ações de promoção e vendas desenvolvidas anualmente em mais de 20 feiras e eventos internacionais”, concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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