Os exportadores vão pedir ao governo federal apoio aos Estados para receber os créditos de ICMS acumulados nos últimos anos. A dívida é avaliada em R$ 13 bilhões. Para tanto, o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) elaborou o estudo “Para resolver o problema do ICMS retido dos exportadores”, encaminhado ontem ao governo.
Josué Gomes da Silva, presidente do Iedi e da indústria têxtil Coteminas, diz que “o governo federal pode, e deve, fazer alguma coisa para ajudar os Estados a ressarcir os exportadores”. Os grandes prejudicados hoje são os exportadores de bens de maior conteúdo tecnológico e de valor agregado, diz o Iedi. Para Júlio Gomes de Al-meida, diretor-executivo do Iedi, o governo federal dispõe hoje de uma folga fiscal suficiente para “fazer algo pelos exportadores”. Essa folga é resultado do aumento real da carga tributária no primeiro semestre deste ano, de R$ 13,1 bilhões em relação ao mesmo período de 2006.
Para o Iedi, o ressarcimento não precisaria ser feito de uma só vez, mas em cinco anos, por exemplo.
O importante, segundo o economista José Roberto Afonso, é que haja regras claras para o acerto da dívida até agora e para que o problema não se repita no futuro.
Concluir votação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouviu dos líderes da base aliada do governo na Câmara que será possível votar na terça-feira, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que prorroga a cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Se entre os deputados o assunto é um dos temas principais das conversas, no jantar com as lideranças o presidente mais ouviu do que comentou a votação.







