Fã há 40 anos

Em: 7 de novembro de 2025
Desde 1990 Humberto Gessinger vem a Manaus, seja no Engenheiros do Hawaii, ou em apresentações solo, e um fã o admira a quatro décadas.

No próximo dia 15, sábado, Humberto Gessinger, ex-vocalista da banda Engenheiros do Hawaii, estará de volta a Manaus com o show ‘Acústicos do Engenheiros’, trazido pela Pump Entertainment. A apresentação acontece no estacionamento do Shopping Ponta Negra, às 17h.

Humberto Gessinger é um daqueles dinossauros do rock brasileiro surgido em 1985 com a banda gaúcha Engenheiros do Hawaii. Integra o grupo de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone, do Paralamas do Sucesso, até hoje fazendo shows, como há 40 anos; Dinho Ouro Preto, da Capital Inicial; Titãs, Biquini (ex-Biquini Cavadão); Barão Vermelho; Plebe Rude; Ira e Sepultura, que não viram o tempo passar. A diferença de Gessinger dos demais dessa lista é que ele se desligou de sua banda, em 2008, e continuou fazendo sucesso em carreira solo sem nunca perder o brilho de ser um dos grandes nomes do pop rock nacional.

Prova do sucesso de Humberto Gessinger é essa turnê, que está realizando agora. O cantor, e o quarteto que o acompanha: Felipe Rotta (violão), Fernando Peters (baixo), Paulinho Goulart (acordeon) e Rafael Bisogno (bateria), iniciaram as viagens em 29 de março, na cidade de Dourados/MS. Desde então já passaram por 31 cidades de 17 estados. Manaus é a penúltima cidade onde se apresentarão com o Amazonas sendo o 18º estado. A turnê encerra no dia 29 de novembro, em Sorocaba/SP.

Humberto Gessinger é um daqueles dinossauros do rock brasileiro.
Humberto Gessinger é um daqueles dinossauros do rock brasileiro.

Fã há 40 anos          

Em Manaus, a figura de Gessinger, representando a icônica banda, possui fãs ardorosos que a cada vinda do cantor à cidade, ficam em polvorosa se preparando para paparicá-lo seja na sua chegada, no aeroporto; no hotel, onde fica hospedado; ou se aproximando o máximo que podem dele, durante o show.

É o caso do industriário Elias Braga Bezerra, fã/colecionador da Engenheiros do Hawaii e de Humberto Gessinger, que já foi várias vezes reportagem do Jornal do Commercio exatamente pela paixão desmedida que sente pela banda e pelo cantor. Elias não perdeu o amor pela Engenheiros do Hawaii, que se materializou quando o grupo veio pela primeira vez a Manaus, em 1990.

“Para mim, mesmo com o fim da banda, em 2008, suas músicas continuam personificadas através do Humberto Gessinger”, falou.

Elias aproveitou para fazer uma revelação. Em 2026 irá comemorar os 40 anos de fã da Engenheiros do Hawaii.

“Comecei a gostar dos Engenheiros a partir de 1986, quando eles lançaram seu primeiro álbum ‘Longe demais das capitais’. Aí não parei mais de procurar tudo o que eles lançavam. Naquela época só existia o vinil, vendidos nas lojas Disco de Ouro e Disco de Prata”, lembrou.

Dos vinis, para as fitas K7, nas quais ele gravava o que bem queria, como entrevistas na televisão e rádios, a coleção de Elias foi ganhando volume.

Em 1990 aconteceu o ápice da ligação de Elias com Gessinger, Carlos Stein (guitarra), Marcelo Pitz (baixo) e Carlos Maltz (bateria), quando estes vieram a Manaus pela primeira vez. Naquele ano a banda havia lançado o disco ‘O papa é pop’, até hoje um dos seus grandes sucessos, ‘estourada’ nas rádios do país, e os fãs da capital amazonense aguardavam ansiosos o show.

“A apresentação deles aconteceu no Manaus Show Club, famosa casa de shows na Cachoeirinha. Lotou e eu fiquei maravilhado com o que vi”, contou.
Desde então Elias não perdeu um único show da banda em Manaus.

Elias produz camisas sobre a banda sempre destacando as engrenagens
Elias produz camisas sobre a banda sempre destacando as engrenagens

Fui a todos

“Entre Engenheiros e Humberto, eles já fizeram 14 shows, em Manaus, e eu fui a todos. Para completar, já fui a dois shows deles em Belém, o mais recente, dia 3 de outubro, como parte dessa turnê que estão realizando pelo país”, revelou.

“Sou apaixonado por tudo deles, as músicas, as letras das músicas, e as engrenagens, que são a sua logomarca. Essa logomarca é o nome da banda escrito com uma fonte específica, muitas vezes apresentada em um logotipo que se tornou icônico ao longo dos anos”, explicou.

“A música deles que mais gosto é ‘Ando só’, porque quando marcava para ir aos shows com meus amigos e na hora não apareciam, eu ia assim mesmo”, informou.

Elias produz camisas e canecas sobre a banda sempre destacando imagens das engrenagens. Ele se tornou uma referência entre os demais fãs manauaras da Engenheiros e de Humberto, pois sempre cria algo novo. Falando em fãs, Elias afirma que, apesar de manter o fã clube ‘Até o fim’, não conhece nenhum outro fã que seja tão fã quanto ele, da banda e do cantor.  

“Não. Nenhum faz as loucuras que fiz e faço. Já escrevi uma carta, de mais de cinco metros, com o nome Engenheiros do Hawaii escrito várias vezes, para concorrer a um prêmio, que nem ganhei”, disse.

E Elias é daqueles fãs que ‘pegam no pé do artista’. Vai no aeroporto, no hotel, sempre em busca de alguma atenção. Nessa empreitada já conseguiu palhetas e autógrafos em fotos e camisas.

“Nem na época do Engenheiros, nem o Humberto, nunca me trataram mal. Pelo contrário, sempre me atenderam muito bem”, afirmou.

“Ainda não sei em qual hotel o Humberto ficará hospedado, mas com certeza farei vigília lá, quando descobrir”, finalizou.

Evaldo Ferreira

é repórter do Jornal do Commercio
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