Falta vontade para popularizar TV digital

Em: 18 de dezembro de 2008
Após admitir que lamentavelmente o país ainda não produza conversores de TV digital em número suficiente para atender a população, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou ontem que falta engajamento da própria indústria para popularizar
Após admitir que lamentavelmente o país ainda não produza conversores de TV digital em número suficiente para atender a população, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou ontem que falta engajamento da própria indústria para popularizar

Após admitir que lamentavelmente o país ainda não produza conversores de TV digital em número suficiente para atender a população, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou ontem que falta engajamento da própria indústria para popularizar a nova tecnologia.
“Infelizmente, até agora, não vi uma disposição da indústria de realmente produzir dentro da expectativa e da necessidade da TV digital. Temos, em média, 200 mil conversores nos mercados por mês. Se tivéssemos um milhão, todos seriam vendidos”, afirmou, durante entrevista a emissoras de rádio, no programa Bom dia, Ministro.
Hélio Costa lembrou que, há cerca de um ano –quando o conversor foi lançado no Brasil–, o preço por aparelho chegava a R$ 1,4 mil. Na época, o próprio ministro criticou o valor do equipamento e incentivou que a população aguardasse uma queda nos preços para comprar os conversores. Atualmente, porém, o aparelho é vendido a R$ 240, o que, segundo ele, é um preço acessível. O ministro voltou a insistir que, caso a indústria se mostrasse disposta a aumentar a oferta de conversores, a população teria mais acesso ao serviço digital.

Plataformas integradas

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, deve assinar nos próximos dias norma regulamentando a implantação de plataforma integradas de transmissão de sinal das TVs públicas no formato digital. Essa foi a expectativa manifestada) pela diretora-presidente da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), Tereza Cruvinel, durante o seminário TV Digital no Brasil, realizado na Câmara dos Deputados.
“TV Brasil, TV Câmara, TV Senado, TV Justiça, Canal Educação, Canal Cidadania e Canal de Cultura poderão, dessa forma, reduzir custos e acelerar a implantação do sistema público de TV digital”, disse a jornalista. “Caberá à EBC operar a plataforma unificada, após licitar a empresa executora dos serviços”, completou.
Tereza Cruvinel destacou os aspectos complementares das TVs comerciais e públicas: “Ao contrário das TVs comerciais, preocupadas em não dividir o alcance publicitário, as públicas vão oferecer multioperações, dividindo seus megahertz em quatro canais.”
A TV Brasil, segundo a presidente da EBC, terá uma situação diferenciada, porque crescerá apenas no modelo digital e, nas cidades onde ainda não possui canais, nascerá em canal digital sem ter de atuar com as duas tecnologias. Ela informou que em todo o Brasil “há uma certa ansiedade para que as coisas aconteçam rapidamente”, tanto para a implantação da TV pública como para a consolidação da TV digital.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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