Cerca de 520 famílias do município de Maués (a 267 km da capital), que ficaram desabrigadas por causa da enchente, receberam na última quarta-feira, um auxílio no valor de R$ 300 do Governo do Estado. De acordo com o prefeito de Maués, Miguel Paixa Belexo, o auxílio foi entregue às famílias por meio de cartões do Banco Bradesco, no Ginásio Padre Leão Martineli, área central do município.
Segundo Miguel Belexo, os prejuízos ocasionados pelas enchentes em Maués já passam dos R$ 13 milhões, o que corresponde a cerca de 40% da arrecadação anual do município. O cálculo, feito pela Defesa Civil, toma como base, de acordo com o prefeito, critérios como a perda nos hectares de produção, animais que morreram nos pastos e até as aulas que estão paralisadas nas instituições de ensino da cidade. “A maior parte deste prejuízo, entretanto, é no setor primário, aproximadamente, R$ 12 milhões. Na área social, estima-se que as perdas com saúde e educação cheguem a cerca de R$ 28.500”, afirmou.
Ajudas diversas
Além de contar com a ajuda do governo estadual e esperar por apoio também do governo federal, a Prefeitura de Maués está executando uma série de ações para ajudar os ribeirinhos. Já foram entregues, por exemplo, mais de 375 ranchos a famílias da zona rural do município, que estavam cadastradas na Avadan (Avaliação de Danos), feita pela Defesa Civil.
Outras 46 famílias que não estavam cadastradas, mas se encontravam em estado de emergência, também foram contempladas com ranchos.
Já na zona urbana de Maués, 120 famílias foram atendidas com ranchos e mais 20 foram abrigadas em escolas municipais, em virtude de suas casas apresentarem risco de desabamento.
Equipes dão suporte
Além disso, a prefeitura construiu passarelas para melhorar o acesso a vias públicas que foram inundadas. Uma equipe da prefeitura está visitando as famílias atingidas para dar apoio e orientação, principalmente com relação a problemas de saúde ocasionados pela enchente.
Para Miguel Belexo, medidas como estas são uma forma de amenizar o sofrimento das pessoas prejudicadas, mas não são suficientes para resolver o problema, uma vez que a maioria dos ribeirinhos teve suas lavouras comprometidas. “A administração municipal sozinha, principalmente frente à crise financeira atual, não tem condições de solucionar esta situação. Daí a necessidade do apoio dos governos estadual e federal e também da sociedade civil, que pode ser uma grande aliada nesta batalha”, reforça Miguel Belexo.
O prefeito afirma, ainda, que os danos para a população não cessarão com o fim das cheias. “Além da perda de bens materiais, os ribeirinhos serão prejudicados quanto à sua fonte de renda. Aqueles que perderam o roçado de mandioca, por exemplo, só poderão replantar em meados de outubro e vender novamente a farinha a partir de novembro de 2010. Já para os que cultivam guaraná o prejuízo é ainda maior, uma vez que o fruto só brota 4 anos após ter sido plantado”, explica o prefeito.







