O Polo Industrial deve ultrapassar os US$ 40 bilhões em faturamento previstos para 2011, conforme declarou nesta quinta, 25, a Superintendente da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Flávia Grosso, durante reunião do CAS (Conselho Administrativo da Suframa).
De acordo com a dirigente, apenas no primeiro semestre o faturamento do PIM já alcançou a marca de US$ 19.7 bilhões e geração de 118 mil postos de trabalho. “Normalmente o faturamento do polo aumenta no segundo semestre. Portanto, a projeção inicial da Suframa deverá ser ultrapassada, uma vez que no primeiro semestre já alcançamos metade da meta. Podemos esperar mais emprego e renda no segundo semestre”, garantiu.
A despeito do quadro de desaceleração e crise internacional, que gerou certa apreensão por parte de empresários e representantes do setor, o ministro interino do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Alessandro Teixeira, também aposta em bons resultados. “O polo vem se mostrando dinâmico. Vários segmentos cresceram mais de 30%, como o setor eletroeletrônico e todo o polo de duas rodas. Portanto, o PIM vai continuar gerando emprego e renda para a região amazônica”, frisou.
Destaques
Durante a reunião, foram aprovados 27 projetos, sendo 13 de implantação e 14 de diversificação, totalizando investimentos de US$ 480.6 milhões e estimativa de geração de 2.432 novos postos de trabalho nos próximos três anos.
Entre os principais projetos, está o investimento de US$ 127 milhões da Phitronics Indústria e Comércio de Eletroeletrônicos e Informática, que vai atuar na produção de receptores de sinal de televisão e gerar 417 novos empregos. Já a Neotec Indústria e Comércio de Pneus pretende injetar US$ 58 milhões na fabricação de pneumáticos para bicicletas e motocicletas, criando 33 novos postos de trabalho.
Para Alessandro Teixeira, o número elevado de projetos em pouco tempo – a última reunião foi realizada no mês passado– também prova o dinamismo das indústrias da região.
Contingenciamento
Outro assunto repercutido durante o encontro foi o contingenciamento dos recursos da Suframa pelo governo federal. Segundo o secretário municipal de finanças e representante da Prefeitura de Manaus, Alfredo Paes, a reivindicação deve ser por um tratamento diferenciado do orçamento da superintendência, uma vez que a ZFM é um polo diferenciado, conforme afirmou. “O que a Suframa reivindica é que ela também é arrecadadora, então seus recursos vão para o Tesouro e contribuem com o equilíbrio fiscal. O entendimento é que, como a autarquia gera receitas, ela teria que ter um tratamento diferenciado no seu orçamento”, afirmou.
Alessandro Teixeira defendeu que o governo não comete qualquer desprestígio em relação à Zona Franca de Manaus. “Se isso ocorresse, não estariam crescendo os investimentos e a Zona Franca de Manaus não estaria no centro da política de governo. Os recursos da Zona Franca vão aumentar e isso é um comprometimento que o governo tem no sentido de garantir o desenvolvimento do polo e da região”, finalizou.
Juta e Malta sob risco de colapso
Ainda durante a reunião, o presidente da Fecomércio-AC (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre) e conselheiro representante das classes produtoras, Leandro Pinto, alertou sobre a gravidade da situação dos produtores de sacarias de juta e malva na região.
“O custo das sacarias que entram, sobretudo da Índia, representam em torno de 50% do custo da produção nacional. Ou seja, enquanto o produto nacional custa cerca de R$ 4,50, o importado está entrando por volta de R$ 2. Isso está gerando uma demissão em massa, porque fica impossível a competição”, criticou
Segundo ele, o pedido é que o governo encontre mecanismos emergenciais para inibir este tipo de competição predatória, sob pena de esse setor produtivo, que atualmente gera emprego e renda para 20 mil famílias no Estado, entrar em colapso.
O ministro interino do Mdic informou que o assunto já está sendo tratado e garantiu uma solução o quanto antes.







