Após um cenário bastante turbulento diante da crise internacional, os países já sinalizam melhora em seus indicadores econômicos, porém, resta saber, como será o novo cenário global.
“Existe uma nova bolha, uma crise dentro da crise”, afirmou o presidente do Conselho de Planejamento Estratégico da Fecomercio, Paulo Rabello de Castro, em evento da entidade intitulado “Crise Global: repercussão sobre a economia brasileira e perspectivas para o segundo semestre”.
Segundo Castro, o início da retomada do crédito mundial e a grande expansão chinesa, que no primeiro quadrimestre concedeu mais crédito do que em todo o ano passado poderá contribuir para uma nova bolha. “O futuro da economia mundial depende da China.”
Para Castro, por outro lado, a China não consegue substituir a escassez de demanda norte-americana, que representa 50% do consumo do mercado.
Os Estados Unidos ainda estão com dobro de dívida, que em sua maioria é financiada por outros países.
Em um ano, o déficit dos EUA aumentou 13% e a alta da taxa de desemprego continua. Além disso, existe uma dificuldade do governo Obama em administrar as relações diplomáticas e militares, como por exemplo a ameaça de guerra da Coreia do Norte.
O presidente do Conselho de Planejamento Estratégico ainda destaca que o governo americano está agindo erroneamente na forma de solucionar a crise evitando a quebra dos bancos.
“Essa forma de salvação que causa sequela fiscal é anticapitalista.” Para Castro, se essa medida for ideal para acabar com a crise, não será preciso mais economistas e sim emissores de liquidez.
Para Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente da Quest Investimentos, a crise fará com que o setor industrial tenha capacidade ociosa, já que um pedaço do consumo americano, 10% do PIB, sumiu na demanda.
“A consequência é fábricas paradas no mundo todo”, afirmou. Para Barros, o Brasil conseguiu preservar a demanda interna e por isso não será tão afetado.
Além disso, o país tem grande ligação com a Ásia por meio das exportações de commodities impulsionadas pela demanda chinesa. “Com maior exportação de commodities para a China, o país conseguiu fortalecer as contas externas e estabilizar o câmbio”.
Segundo Castro, o mundo já está captando as vantagens da nova bolha. O Brasil, por exemplo, melhora a balança comercial com o aumento dos preços das commodities, além disso, o acúmulo de reservas está crescendo moderadamente e o dólar pode chegar a menos de R$ 1,90.
A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Representa 151 sindicatos patronais, que abrangem cerca de 600 mil empresas, um universo que corresponde a 10% do PIB brasileiro e gera em torno de 5 milhões de empregos.
Fecomercio alerta para possível nova crise
Em: 3 de junho de 2009
Após um cenário bastante turbulento diante da crise internacional, os países já sinalizam melhora em seus indicadores econômicos, porém, resta saber, como será o novo cenário global
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Mark Zuckerberg critica apelos para desacelerar desenvolvimento da IA
16 de setembro de 2026

Cantora Mahmundi faz show no Encruzilhada Bar neste sábado (19/09)
16 de setembro de 2026

Mercado de beleza se divide entre preços baixos e luxo
16 de setembro de 2026

90% dos brasileiros mudam hábitos de compra para economizar
16 de setembro de 2026

STF provocou mal-estar cívico na população, diz Cármen Lúcia
16 de setembro de 2026

Cirurgias eletivas pelo SUS passam de 7,5 milhões no primeiro semestre
16 de setembro de 2026


Bets reduzem consumo e atividade econômica, diz pesquisa da USP
15 de setembro de 2026