Os nove períodos de feriado prolongado distribuídos ao longo do ano – quatro no primeiro semestre e cinco no segundo – e o mercado sul-americano são as apostas do governo brasileiro para o turismo em 2009.
O ministro do Turismo, Luiz Barretto, mostrou-se otimista em relação aos números registrados no ano passado, mas avaliou que é preciso ser realista diante dos reflexos da crise financeira internacional no setor.
De acordo com Barretto, mais de 5 milhões de turistas estrangeiros visitaram o Brasil em 2008, deixando US$ 5.8 bilhões no país – um crescimento de 16% em relação aos dados de 2007.
Para o ministro, a crise funcionou como uma espécie de geradora de oportunidades para o turismo doméstico brasileiro, diante da forte desvalorização do real ante o dólar.
As viagens internacionais, segundo ele, chegaram a registrar queda de 20% em 2008, em comparação com o resultado do ano anterior.
Longo alcance
Ao comentar os investimentos na América do Sul, Barretto explicou que, em meio à crise, as viagens de longo alcance tendem a diminuir e que até mesmo os roteiros rodoviários serão privilegiados este ano.
Ele lembrou que países como a Argentina e o Chile possuem ligação terrestre com o Brasil e apresentaram desvalorização de moeda superior do real.
Ao participar de entre-vista a emissoras de rádio durante o programa “Bom dia, Ministro”, na última quinta-feira, 19, Luiz Barretto destacou, entretanto, que a pasta não irá abandonar os mercados norte-americano e europeu, mas ressaltou que é preciso trabalhar com cautela diante de uma crise de proporções muito grandes.







