Férias do ministro Jorge Félix adia seu depoimento na CPI dos Cartões

Em: 20 de março de 2008
O relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), sugeriu o convite ao general para que Félix possa esclarecer detalhes sobre a quebra de sigilo dos gastos da Presidência da República com os cartões.
O relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), sugeriu o convite ao general para que Félix possa esclarecer detalhes sobre a quebra de sigilo dos gastos da Presidência da República com os cartões.

A CPI dos Cartões Corporativos retoma as atividades na semana que vem com a votação dos requerimentos de quebra de sigilo de gastos da Presidência da República.
O depoimento do ministro Jorge Félix (Segurança Institucional) à comissão, previsto para terça-feira, acabou adiado porque o general entrará de férias a partir de segunda-feira e retorna dia 7 de abril.
A presidente da CPI, senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), disse que vai esperar a justificativa oficial do ministro antes de convocá-lo para prestar depoimento -uma vez que Félix foi apenas convidado para comparecer à comissão.
Parlamentares da oposição criticaram o adiamento da convocação porque a CPI não terá atividades no dia previsto para o depoimento.
O relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), sugeriu o convite ao general para que Félix possa esclarecer detalhes sobre a quebra de sigilo dos gastos da Presidência da República com os cartões.
Os governistas alegam que os dados não podem ser revelados publicamente porque colocam em risco a segurança nacional, por isso, esperam que o general confirme essa versão.
A oposição, por sua vez, ameaçou abandonar a CPI dos Corporativos caso os sigilos não sejam quebrados. Serrano disse que, sem as informações mantidas em segredo pelo governo federal, a comissão não terá avanços nas suas investigações.
“Se for só para analisar números, qualquer técnico do Congresso é mais competente que qualquer senador. Então, aí nem precisa de CPI”, disse.
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), agendou reunião para segunda-feira com os tucanos que compõem a comissão para definir uma posição. A oposição pretende afinar o discurso para tomar uma decisão conjunta, após deliberação dos próprios partidos. “As lideranças partidárias vão tomar a decisão. Podemos ficar ou nos retirar”, disse a senadora.

Redação

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