Ferrugem da soja atinge nove áreas dos Estados de Goiás e Tocantins

Em: 28 de setembro de 2009
Em Goiás, a Agrodefesa (Agência Goiana de Defesa Agropecuária) decidiu interromper o vazio sanitário que só terminaria no dia 30 de setembro, antecipando a autorização de cultivo de soja no Estado para 20 de setembro
Em Goiás, a Agrodefesa (Agência Goiana de Defesa Agropecuária) decidiu interromper o vazio sanitário que só terminaria no dia 30 de setembro, antecipando a autorização de cultivo de soja no Estado para 20 de setembro

O Consórcio Antiferrugem acaba de identificar oito focos de ferrugem asiática da soja em Formoso do Araguaia e em Lagoa da Confusão (TO) e um foco no município de São Miguel do Araguaia (GO), regiões de várzea onde é permitido o cultivo de soja na entressafra para produção de sementes, plantio de material genético ou para realização de pesquisa científica.
Em Goiás, a Agrodefesa (Agência Goiana de Defesa Agropecuária) decidiu interromper o vazio sanitário que só terminaria no dia 30 de setembro, antecipando a autorização de cultivo de soja no Estado para 20 de setembro.
O pesquisador Maurício Meyer, da Embrapa Soja, disse estar preocupado com o aparecimento precoce da ferrugem em Goiás. Segundo ele, houve falta de cuidado dos produtores de grãos que não eliminaram adequadamente a soja guaxa ou tiguera (soja que germina a partir de grãos de soja perdidos na colheita) nas principais área de produção do Estado, como Rio Verde e Cristalina.
“Essas plantas estão infectadas com ferrugem e representam uma fonte importante de inóculo para disseminar a ferrugem na safra 2009/10”, alertou ele.
A mesma opinião é compartilhada pelo gerente de pesquisa do CTPA (Centro Tecnológico de Pesquisa Agropecuária), José Nunes Júnior. “Estamos preocupados com a ferrugem asiática. Como não houve eliminação da soja guaxa, conforme preconizado pelo vazio sanitário, a ferrugem está presente para se multiplicar. Portanto, se continuar chovendo como ocorreu no inverno, a ferrugem tende a se espalhar com maior facilidade”, destacou.
Segundo o diretor de defesa vegetal da Adapec/TO (Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins), Luis Henrique Michelin, o projeto Formoso, no qual é permitido o cultivo de soja na entressafra para produção de sementes, plantio de material genético ou para realização de pesquisa científica, utiliza aproximadamente 27 mil hectares na entressafra de 2009.
“Setenta por centro dessa área já foi colhida e o restante deve ser colhido até a próxima semana, quando termina o vazio sanitário no Estado e terá início a safra de soja 2009/2010”, concluiu.

Redação

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