Mostra da potencialidade turística da cidade, o 22º Festival Folclórico de Barreirinha, realizado na sede municipal aqueceu, no último fim de semana, tanto o comércio de mercadorias quanto a prestação de serviços, além de proporcionar à população melhor qualidade de vida e opções de renda durante o evento.
A realização do festival, conforme o prefeito do município, Gilvan Seixas, atrai mais visitantes à cidade, situada no Baixo Amazonas, a 360 quilômetros de Manaus. Seixas estimou a presença cumulativa de 30 mil pessoas na cidade, enquanto pelo menos quatro grandes barcos de recreio, com capacidade superior a trezentos passageiro, estiveram ancorados no porto de Barreirinha nos dois últimos dias do evento, além de outros vinte de menor porte.
Acesso à cidade
O principal acesso à cidade é feito por via fluvial, meio utilizado pelas comunidades próximas para visitá-la e que está sendo aprimorado com a dragagem do furo do Pucu, obra estimada em cerca de R$ 6 milhões e que vai ligar a região do Andirá à sede do município, no paraná do Ramos.
Sem especificar valores, dada a dificuldade de estimá-los reconhecida pelo prefeito, Gilvan Seixas disse que a importância do evento não é só financeira, mesmo assim enfatizou o aquecimento do comércio e das atividades ligadas à prestação de serviços como hotéis, os quais, conforme Seixas, existem pelo menos quatro na cidade, além pousadas. Bares, restaurantes e atividades de pequenos negociantes informais também experimentam melhoria nos respectivos negócios no período da festa folclórica.
Evento impulsiona economia local
Um exemplo do bom proveito que os pequenos negociantes fazem com a festa é dado por Ranolfo Machado, que trabalha como camelô em Manaus, mas passa boa parte do ano vendendo suvenires pelo interior do Estado.
Machado disse que começa com a festa de Barcelos, em janeiro, em evento dedicado aos peixes ornamentais, passa por Borba, nos festejos dedicados a Santo Antônio, vai a Parintins, durante o festival folclórico da cidade, depois aproveita o movimento do Festival de Verão em Maués, e no último fim de semana estava trabalhando em Barreirinha pela primeira vez. Machado negociava lembranças, como canecas estampadas com a figura dos bumbás Caprichoso e Garantido e vendia bem, segundo ele, ‘por ser a mesma coisa’, referindo-se à festa de Parintins e de Barreirinha, ambas dedicadas a bois-bumbás.
Vocação turística
A vocação turística de Barreirinha, conforme o prefeito Gilvan Seixas, já está devidamente registrada a partir de levantamentos georreferenciais efetivados para determinar o potencial dos recursos naturais existentes na região, tanto no paraná do Ramos como na região de Andirá, onde ele afirma existir riqueza paisagística e de recursos como lagos, igarapés e praias, na época da vazante, que justificam a vocação do turismo de lazer no município.
O trabalho do município, explicou o prefeito, tem sido efetivado no sentido de garantir a implantação de estruturas a facilitar a transformação de Barreirinha em pólo turístico. Para isto, ele afirma ter criado infra-estrutura inexistente na sede municipal há algum tempo, como porto flutuante e pista de pouso para pequenas aeronaves, os quais ele diz “não ser suficientes, mas são apenas um começo”.







