Os alimentos devem ser a “assinatura da inflação” em 2007. No ano, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) aponta alta de 8,60% no grupo alimentação -acima da taxa geral do índice, de 3,05% de janeiro a outubro, e disparada a maior elevação entre os sete grupos observados.
“Esse será o ano da inflação de alimentos. 2007 foi um ano de ajustes, já que os preços vinham baixos há muito tempo”, disse o coordenador do IPC, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Márcio Nakane. No acumulado no ano, a elevação de 8,60% é bastante superior à de saúde, que anotou alta 4,75%. Na seqüência vêm educação, com elevação de preços de 4,08% no ano, despesas pessoais, com 3,18%, transportes, com 1,82%, e habitação, com 0,25%. O IPC geral, no ano, acumula alta de 3,05%.
Entre janeiro e outubro, o grupo alimentação registrou a maior variação mensal entre os diferentes grupos analisados, com alta de 1,90% em junho. Em 2006, a maior variação dos preços dos alimentos chegou a 1,22%, registrou seis deflações no ano (a mais forte, em junho, queda de 1,36%).







