FMI pede urgência para ajudar países pobres na conjuntura

Em: 8 de setembro de 2015
A crise financeira mundial está acertando um duro golpe nos países pobres de regiões como a África subsaariana, advertiu hoje Dominique Strauss-Kahn, Diretor Gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional)
A crise financeira mundial está acertando um duro golpe nos países pobres de regiões como a África subsaariana, advertiu hoje Dominique Strauss-Kahn, Diretor Gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional)

A crise financeira mundial está acertando um duro golpe nos países pobres de regiões como a África subsaariana, advertiu hoje Dominique Strauss-Kahn, Diretor Gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional). Ele convocou a comunidade internacional a atuar com urgência e generosidade a fim de evitar os efeitos possivelmente devastadores nos países mais vulneráveis.
 “Após sacudir primeiro as economias avançadas e depois as emergentes, uma terceira onda desencadeada pela crise financeira mundial está golpeando os países mais pobres e vulneráveis do mundo”, afirmou Strauss-Kahn durante a apresentação do novo estudo do FMI The Impact of the Financial Crisis on Low-Income Countries (O impacto da crise financeira nos países pobres).
“Por conta da crise, os principais resultados alcançados pelos países de baixa renda na última década – estimulo do crescimento, alívio da pobreza e consolidação da estabilidade política – correm perigo. Peço aos países que integram o Fundo que se coloquem a altura das circunstâncias e proporcionem o financiamento necessário para proteger o que tanto custou a alcançar e impeçam uma crise humanitária”.
Segundo o estudo do FMI, mais de 20 países são especialmente vulneráveis a atual crise. Este ano será necessário um mínimo de US$25 bilhões em financiamentos urgentes para os mais afetados, sendo que o montante pode ser muito maior em razão do risco de redução das perspectivas econômicas mundiais e a possibilidade de que outras economias se enfraqueçam à medida que se agrave a crise.
 “Os doadores bilaterais devem assegurar que a ajuda aumente, não que diminua”, assinalou Strauss-Kahn. “Em um momento em que as economias avançadas estão investindo centenas de bilhões de dólares em estímulo fiscal e na reestruturação do setor financeiro, devemos encontrar margem para ajudar os países pobres”.
 Strauss-Kahn advertiu que a desaceleração do crescimento poderia ter repercussões graves para a pobreza e também para a estabilidade política. Ele assinalou que é necessário ampliar o gasto em programas de proteção social direcionados a estes países, ao mesmo tempo em que se mantêm os gastos em questões ligadas à saúde, ensino e infraestrutura básica.
 

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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