O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou que a Amazônia não vai virar carvão”. Ele chegou ao Rio, vindo de Paris, e amanhã se reúne em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o convidou para assumir o Ministério do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva.
“A gente vai manter para a Amazônia não só a política que vinha sendo adotada pela ministra Marina Silva, como boa parte de sua equipe, que já se colocou disposição. Vamos também fazer outras coisas que ela ainda não havia feito e que esperamos ter condições de realizar, disse Minc.
A declaração tem como alvo principal a comunidade internacional, que demonstrou preocupação em relação situação da Amazônia após a saída da ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente.
Minc disse que percebeu, em entrevista concedida a jornalistas estrangeiros ainda em Paris, que a primeira sinalização em âmbito internacional como reflexo do afastamento de Marina Silva foi a de que a Amazônia ficaria indefesa, uma vez que para a imprensa internacional a defensora da Amazônia estava saindo do ministério e, portanto, a região ficaria entregue.
Eu falei com a imprensa estrangeira, e uma das primeiras perguntas que eles fizeram foi ‘Qual a garantia que o mundo teria de que a Amazônia não seria devastada, uma vez que a sua principal guardiã, depois de várias derrotas e enfraquecimentos, havia jogado a toalha?’
Forças
Armadas
O secretário do Ambiente também disse que vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a participação das Forças Armadas na defesa dos parques nacionais e das reservas indígenas e extrativistas da Amazônia. Minc será recebido amanhã, no Palácio do Planalto, pelo presidente Lula, quando vai ser formalizado o convite para assumir o Ministério do Meio Ambiente.
Ao admitir que considera a região o principal desafio de sua gestão frente do Ministério do Meio Ambiente, Minc explicou que a intenção é replicar uma das medidas adotadas durante sua gestão frente do meio ambiente no estado do Rio de Janeiro.
Aqui no Rio nós criamos os guardas-parque. Ou seja, diante da insuficiência de fiscais, colocamos destacamentos do Corpo de Bombeiros em nossos parques e áreas de proteção ambiental. Então eu vou propor ao presidente que se crie destacamentos, ou que se aloque alguns regimentos das Forças Armadas para funcionar dentro dos grandes parques nacionais, tomando conta do entorno deles e também das reservas extrativistas, replicando, com as adequações necessárias, o que fizemos aqui no estado, disse.
O secretário do Ambiente ressaltou, porém, que a sugestão ainda terá que ser negociada entre o presidente as Forças Armadas, pois este é um papel que não me cabe, mas sim ao presidente, que é o comandante supremo das Forças Armadas. Regimentos podem vir a se integrar na defesa das unidades de conservação, das reservas extrativistas e dos seus entorno.







