Fórum inicia em meio a cenário de recessão

Em: 23 de janeiro de 2008
Na minha visão, a economia mundial não pode se descolar de um “hard landing’
Na minha visão, a economia mundial não pode se descolar de um “hard landing’

O Fórum Econômico Mundial começou ontem, na cidade suíça de Davos, em meio ao cenário mundial de crise nos mercados financeiros e o risco de uma recessão nos EUA, que poderia arrastar outros países e causar uma desaceleração (senão uma crise) econômica mundial.

“O Fed (Federal Reserve, o BC americano) não pode evitar que a economia (dos EUA) caia em recessão”, disse o professor de economia Nouriel Roubini, em uma sessão de debate sobre economia mundial. “Na minha visão, a economia mundial não pode se descolar de um “hard landing’ (pouso forçado ou freada brusca na economia) nos Estados Unidos”.

O Fed cortou anteontem sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, a fim de estimular o consumo com o barateamento do crédito e tentar dar impulso à economia americana.

O presidente do Banco Central do México, Guillermo Ortiz, disse que a América Latina pode sofrer com os efeitos de uma recessão nos EUA. Segundo ele, algumas das principais economias da região, como o México, a Argentina e o Brasil, até o momento conseguiram evitar problemas com a desaceleração da economia americana, mas que a situação nos EUA -que, para ele, já estão em recessão- ainda pode piorar.

O presidente do BC mexicano previu que a economia mundial deve passar por um desaquecimento substancial com os problemas dos EUA. Apesar de a América Latina poder vir a sentir os efeitos da crise nos EUA, no entanto, a região está melhor preparada para enfrentar os problemas.
“Estamos no primeiro ou no segundo assalto”, disse. “Essa é uma luta de 15 assaltos.”

A reunião de Davos neste ano irá contar com a participação de 27 chefes de Estado ou de governo e 113 ministros, além de representantes do setor empresarial. Na pauta deste ano os debates irão girar em torno de um problema central: o planejamento para enfrentar o que pode vir a ser uma recessão global.

Entre os líderes que devem comparecer estão os presidentes do Paquistão, Pervez Musharraf; do Afeganistão, Hamid Karzai; de Israel, Shimon Peres; da Colômbia, Álvaro Uribe; da Nigéria, Umaru Yar’Adua; e das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo. Neste ano o Fórum deve receber cerca de 2.500 delegados.

AL melhor preparada

O presidente do BC mexicano previu que a economia mundial deve passar por um desaquecimento substanci-al com os problemas dos EUA. Apesar de a América Latina poder vir a sentir os efeitos da crise nos EUA, no entanto, a região está melhor preparada para enfrentar os problemas. “Estamos no primeiro ou no segundo assalto”, disse. “Essa é uma luta de 15 assaltos”.

A reunião de Davos neste ano irá contar com a participação de 27 chefes de Estado ou de governo e 113 ministros, além de representantes do setor empresarial. Na pauta deste ano os debates irão girar em torno de um problema central: o planejamento para enfrentar o que pode vir a ser uma recessão global.

Entre os líderes que devem comparecer estão os presidentes do Paquistão, Pervez Musharraf; do Afeganistão, Hamid Karzai; de Israel, Shimon Peres; da Colômbia, Álvaro Uribe; da Nigéria, Umaru Yar’Adua; e das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo. Neste ano o Fórum deve receber cerca de 2.500 delegados.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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