O Projeto Centro Antigo Salvador começou em 2000 por iniciativa de empresários da capital baiana para revitalizar o comércio daquela área. Sete anos depois, o projeto ganhou amplitude e passou a envolver não apenas o empresariado como a sociedade soteropolitana por meio do Fórum Municipal para o Desenvolvimento Sustentável do Centro da Cidade.
Associação civil sem fins lucrativos, o fórum conta com a participação do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) na Bahia e discute medidas para promover o desenvolvimento sustentável do comércio e do turismo em áreas tradicionais como o Pelourinho, a Baixa dos Sapateiros, a Avenida 7 de Setembro, a Cidade Baixa, a Feira de São Joaquim e a Praça da Sé.
Dilton Machado, consultor do Sebrae/BA para o Projeto Centro Antigo Salvador, contou que a ação nasceu para combater a decadência do comércio do local, afetado pelo aparecimento dos shoppings centers. “Num determinado momento, os empresários se organizaram e vieram buscar o apoio do Sebrae e de outros órgãos para revitalizar os seus negócios”, disse Machado.
As ações do Sebrae/BA e dos seus parceiros em benefício dos empresários envolveram uma série de iniciativas. Na ocasião foi desenvolvido um censo pelo Sebrae para descobrir as principais carências dos empresários do Centro Histórico de Salvador. O censo permitiu identificar que tipos de capacitação os empresários necessitavam.
Descobriu-se que os empresários faziam pouco uso da informática como ferramenta gerencial e precisavam de uma publicidade mais agressiva, entre outras carências. Com o resultado, o Sebrae e outras entidades realizaram um pacote de medidas para modernizar a gestão das empresas no Centro Histórico como orientação, marketing, acesso à tecnologia, implantação do Programa Qualidade Total e capacitações com feirantes e ambulantes em aspectos como segurança alimentar.







