O comércio em lojas de bairro em Manaus está atraindo empreendedores de grandes redes de franquiais. A expansão dos negócios presentes em shoppings centers por todo o país chega ao Centro, Cidade Nova e em breve, um lançamento na zona Leste. O motivo para a escolha de uma loja independente, segundo os empresários, está atrelado à proximidade com o público-alvo do negócio, a visão de carência do ramo do empreendimento na localidade, somado às facilidades de treinamento de funcionários e acesso a fornecedores, conforme constatou o Jornal do Commercio em pesquisa junto a estabelecimentos recém inaugurados.
A rede brasileira de comida árabe, Habibs, presente em dois shoppings centers da capital, abriu a terceira loja de rua, no bairro da Cidade Nova, na segunda semana de dezembro. “A escolha do local foi por ser uma área em ascensão, onde percebemos que não existia empreendimento de grande porte”, avalia Mayra Lima, administradora da unidade da zona Norte. Ela destacou ainda investimento na zona Leste, com lançamento de estabelecimento na avenida Grande Circular no próximo ano.
Outra rede de lojas fast food, Bobs, aposta na movimentação do Centro para a abertura da primeira loja de rua na cidade. A instalação da franquia no local ainda prezou a proximidade com possíveis clientes. “A unidade do Centro teve a escolha da localização próxima a colégios, faculdades e curso de idiomas. É um local com bastante movimento”, avalia Juliano Silva Ramos, o gerente de operações do Grupo Alemã, do qual as franquias Bobs de Manaus fazem parte.
Os custos com a instalação da loja foram considerados no balanço para a abertura do primeiro estabelecimento de produtos naturais e orgânicos da franquia Mundo Verde. “Temos a ideia de montar loja em shopping onde o retorno é maior. Mas o investimento também é grande para bancar os custos com condomínio e aluguel do espaço”, considera a franqueada, Claudia Cunha.
A estrutura encontrada no conjunto comercial Vieiralves, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul, também pesou na preferência por loja de bairro, segundo Claudia.
Quanto a opção por franquia, a empresária considera “o retorno da Mundo Verde é encontrar em um só lugar todo o suporte de material e treinamento dos funcionários”.
De acordo com o diretor executivo da ABF (Associação Brasileira de Franchising), Ricardo Camargo, os custos para as lojas em shopping estão ficando caros. “Existe a tentativa da loja de rua e para isso é preciso melhoria nas ruas para que sejam seguras e virem pontos comerciais. Existe também a tendência de que pequenos centros agrupem lojas, como os postos de gasolina com loja de conveniência e outras menores”.
O mercado de franchising no Amazonas ainda é pequeno, representa apenas 1% do país, mas há perspectiva de expansão. “Manaus, como uma das cidades mais populosas do Brasil e em desenvolvimento, é possível que comece a expandir franchising, tanto de rua, quanto em shopping, e de supermercado”, considera Camargo.
A previsão de crescimento no faturamento para o Brasil é de 15%. A região Norte deve alcançar 20%.
Franquias apostam em comércio de bairro
Em: 15 de dezembro de 2010
O comércio em lojas de bairro em Manaus está atraindo empreendedores de grandes redes de franquiais
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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