Gasoduto Coari-Manaus promete o menor impacto ambiental possível

Em: 6 de junho de 2010
Com 661 quilômetros de extensão, o gasoduto Coari-Manaus foi construído com novas tecnologias para reduzir ao mínimo possível o seu impacto ambiental na maior floresta tropical do mundo, segundo a Petrobras
Com 661 quilômetros de extensão, o gasoduto Coari-Manaus foi construído com novas tecnologias para reduzir ao mínimo possível o seu impacto ambiental na maior floresta tropical do mundo, segundo a Petrobras

Com 661 quilômetros de extensão, o gasoduto Coari-Manaus foi construído com novas tecnologias para reduzir ao mínimo possível o seu impacto ambiental na maior floresta tropical do mundo, segundo a Petrobras.
O gasoduto custou R$ 4,5 bilhões. A obra, que vai transportar até a capital do Estado pelo menos 4,1 milhões de gás natural diários quando estiver em plena operação, poderá utilizar uma reserva de aproximadamente 52,8 bilhões de metros cúbicos do combustível na bacia petrolífera de Urucu.
“O cabo do gasoduto exigiu várias inovações tecnológicas, diante da necessidade de instalação de um encanamento no meio da floresta amazônica com o menor impacto ambiental possível e também para superar desníveis de água que podem chegar a 14 metros, além das condições de uma região inacessível, úmida e chuvosa”, garante o gerente de Implementação de Projetos da Petrobras, Marcelo Restum.
De acordo com Restum, para superar esses obstáculos, a Petrobras construiu o gasoduto principalmente no leito dos rios com as mesmas características de um submarino e comprou helicópteros especiais, com capacidade de suportar até 4,5 toneladas de carga, para transportar os canos até os locais de instalação.
Outra vantagem, segundo a Petrobras, é que o gasoduto Coari-Manaus permitirá que as sete usinas térmicas de Manaus, que atualmente utilizam diesel para produzir 725 megawatts de energia, passem a consumir gás natural, um combustível menos poluente e barato. E a substituição do atual sistema reduzirá em cerca de 30% as emissões de dióxido de carbono (CO2) na capital do Estado, o que corresponde a aproximadamente 1,2 milhão de toneladas de gases poluentes por ano.
E mais ainda: a estrutura tem capacidade para transportar 5,5 milhões de metros cúbicos de gás diários, mas a instalação de novas usinas de compressão permitirá que a Petrobras aumente a capacidade para 10 milhões de metros cúbicos por dia, de acordo com a estatal.
Além do gasoduto principal até Manaus, o projeto conta com diferentes ramais, com uma extensão adicional de 140 quilômetros, para atender outras sete cidades no Amazonas, como Coari, Codajás, Anori, Anama, Caapiranga, Manacapuru e Iranduba.
O EIA-Rima (Relatório sobre o Impacto Ambiental) apresentado pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas) foi minuciosamente avaliado pelo Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas), que posteriormente concedeu a licença ambiental para a construção da obra.
Por ocasião da inauguração do gasoduto em Coari, em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que “o gás está aqui para que possamos fazer uma pequena revolução na matriz energética da Região Norte do Brasil, para ter uma eletricidade limpa”.
Lula também disse que as termelétricas do Amazonas têm até o dia 30 de setembro deste ano para substituir a queima de óleo diesel pelo gás natural no processo de geração de energia elétrica. O gasoduto está pronto desde o fim do ano passado, mas está faltando concluir a canalização por onde vai circular o gás natural.
Responsável pelas construção da rede de distribuição de gás natural na cidade, a Companhia do Gás do Amazonas (Cigás) foi acusada, porém, de cometer irregularidades contra o meio ambiente, de tumultuar o tráfego de veículos e, por isso, as obras foram embargadas pela Prefeitura Municipal de Manaus. A Prefeitura considerou o projeto “desenfreado e sem a ciência ao município”.
Todos esses fatores têm atrasado o andamento da rede de canalização para disponibilizar o gás natural da bacia petrolífera de Urucu para o consumo na cidade.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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