O preço da gasolina no país subiu, em média, 3,97% depois do reajuste de 6% nas refinarias, anunciado pelo governo no dia 30 de janeiro. O valor médio cobrado nos postos passou de R$ 2,77 na semana entre os dias 27 de janeiro e 2 de fevereiro para R$ 2,88 na última semana, de acordo com levantamento de preços realizado semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em cerca de 8,6 mil postos de todo o país.
A maior alta foi registrada no Amapá, onde a gasolina subiu 7,18% entre as duas semanas analisadas. Outros estados com grandes aumentos de preços foram Sergipe (6,44%), Ceará (5,75%), Pernambuco (5,13%), Bahia (5,06%) e Alagoas (5,05%). Os menores aumentos foram em Mato Grosso (1,77%), Maranhão (2,19%) e Minas Gerais (2,83%).
Logo depois do anúncio do aumento dos preços nas refinarias, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estimou que o reajuste no preço da gasolina para o consumidor chegaria a cerca de 4%, porque a gasolina vendida nas bombas conta ainda com um percentual de álcool.
Etanol
Abastecer com etanol só é vantajoso para o consumidor, do ponto de vista financeiro, em quatro estados: Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Paraná. Nesses locais, o preço do litro do álcool anidro custa até 70% do litro da gasolina, em média, segundo levantamento de preços semanal feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Nesses Estados, estão os menores preços para o etanol registrado na semana de 2 a 9 de fevereiro. Em São Paulo, o litro do álcool anidro custa, em média, R$ 1,84; em Mato Grosso, R$ 1,97; em Goiás, R$ 1,98 e no Paraná, R$ 2. Os preços mais altos estão no Acre (R$ 2,62), em Roraima (R$ 2,58), no Espírito Santo (R$ 2,48) e no Pará (2,46).
Apesar de ser mais barato do que a gasolina, o álcool é menos econômico –quando abastecido com álcool, o carro percorre uma quilometragem menor. De acordo com especialistas, encher o tanque com álcool só é vantajoso se o combustível custar até 70% do preço da gasolina. Para fazer o cálculo, basta dividir o valor do litro do álcool pelo da gasolina. Se o resultado for menor que 0,7, é mais vantajoso financeiramente abastecer com álcool. Se for maior, a gasolina é mais vantajosa.
O consumidor também pode contar com a ajuda de alguns sites e aplicativos para smartphones que fazem o cálculo automaticamente, basta colocar o preço dos dois combustíveis.
Mesmo nos casos em que não é vantajoso economicamente abastecer com álcool, o consumidor pode levar em conta questões ambientais na hora de escolher seu combustível, já que o etanol polui menos que a gasolina.
Volume adulterado nas bombas cai em 2012, informa ANP
Apesar de ter aplicado menos multas por adulteração de combustíveis no país em 2012, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) arrecadou praticamente a mesma receita com infrações no ano passado, informou hoje a autarquia. A agência recolheu R$ 52,62 milhões em 2012, contra R$ 52,51 milhões em 2011 e R$ 56,79 milhões em 2010.
Em 2011, 1,9% das amostras de gasolina analisadas pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis da ANP estavam fora dos padrões.
Em 2012, esse percentual caiu para 1,2%. O etanol também melhorou a qualidade, segundo a agência, com as amostras fora dos padrões caindo de 2,5% em 2011 para 1,4% no ano passado. Isso reflete, segundo a ANP, a melhora da qualidade dos combustíveis entre os dois exercícios.
Ao todo, foram realizadas 20.786 fiscalizações no ano passado, contra 24.972 em 2011. As infrações caíram de 4.510 em 2011 para 4.001 em 2012, e as interdições de 1061 para 817 na mesma comparação.
“Mais de 800 estabelecimentos foram interditados, com 1,9 milhão de litros de combustíveis líquidos e 63,4 mil botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) apreendidos”, informou a ANP.







