Geo-Holística – Filhos, quem são eles?

Em: 28 de abril de 2008
Há muito tempo que venho me questionando sobre – o que são os filhos. Isto é, desde a concepção da criação divina.
Há muito tempo que venho me questionando sobre - o que são os filhos. Isto é, desde a concepção da criação divina.

Há muito tempo que venho me questionando sobre – o que são os filhos. Isto é, desde a concepção da criação divina, no que tange ao entendimento e não à verdade de nossas origens, cujo mistério ainda é celebrado por todas as correntes religiosas, que o conceito de filho tem sido construído na direção de se constituir no elo divino ou espiritual entre pai e mãe. No caso do advento de Cristo este elo só se dá, reconhecidamente, entre o pai celestial -então Deus- e o seu “unigênito” se assim pode-se dizer sobre Jesus de Nazaré. Reside então em minha mente esta dúvida sobre o valor real desta concepção no seio da constituição da família, como célula mor da congregação cristã, que até hoje tem justificado a lotação de todos os templos religiosos espalhados em todo o mundo.
Por que então esta abordagem inicial? Inevitável não referir-se ao caso da menina Isabela Nardoni, vítima de um crime cruel, que traz à baila de todos nós a reflexão e a percepção da capacidade que nós seres humanos possuímos de praticar atos injustificáveis e inexplicáveis, ante o grau de evolução que a nossa espécie alcançou até o presente momento. Este crime reforçou minha visão de que, de fato, a espécie humana possui em seu DNA uma peça primitiva, que remete à sua origem biológica a um ambiente hostil do ponto de vista das condições ambientais existentes à época do início de sua evolução.
Embora existam poucos estudos sobre este elo biológico entre a origem do gênero ‘homo’ e sua índole com características violentas, possivelmente relacionadas ao estresse em que se deram as primeiras formações celulares que nos originaram. Isto pode parecer absurdo, mas não é, pois as condições climáticas do planeta nos primórdios de nossa espécie não eram nada românticas e muito menos confortáveis, reforçando a tese de que possuímos em nosso subconsciente algum “Q” de demoníaco, já que a imagem do mal está relacionada a um ambiente infernal, muito parecido com as condições geológicas do planeta Terra em seu estado primitivo.
A ciência tem tentado identificar as intrínsecas relações entre os estados consciente e inconsciente humanos, mas pelo que sei, ainda sem grandes convicções sobre suas formas de agir sobre nossos corpos mentais. Fica cada vez mais evidente que o comportamento humano é imprevisível, principalmente se ele estiver sob forte pressão psicológica, o que me parece ter sido a causa da crueldade a que foi submetida a menina Isabela. Não é de hoje, por infeliz coincidência – ou não, – que a figura da mulher e seus conflitos de ordem social com os conceitos construídos pelas igrejas ao longo da história da humanidade, aparece como coadjuvante (no caso a madrasta) em alguma tragédia. Basta que se leia mais profundamente os registros da história universal.
Eu deixo aqui para reflexão de todos nós a seguinte questão: “Filhos – quem são eles ou quem somos nós?

A causa indigenista – ou indígena?
Primeiramente vamos nos debruçar sobre tais conceitos, segundo Aurélio Buarque de Holanda a palavra indigenista resulta da junção de indígena + [-ista]. O indigenismo é um substantivo, que se refere a pessoa que atua junto às populações indígenas, especialmente em associação com políticas públicas e no que diz respeito à interação dessas populações com a sociedade mais abrangente – a nossa. Já a palavra indígena origina-se do latim, constituindo um adjetivo, que se refere ao que é originário de determinado país, região ou localidade; nativo; relativo ou pertencente a índio; ou aos índios em geral. Também pode ser um substantivo, relativo a pessoa natural do lugar ou do país em que habita; nativo; antônimo da concepção de alienígena.
Se assim se conceituam tais termos, então é necessário que se dissocie o que é de interesse dos índios brasileiros e o que é de interesse da sociedade mais abrangente, portanto, aquela que responde pelas questões de interesse nacional ou da nação brasileira. Não se trata aqui de exclusão do índio, mas de coerência com as questões legais e

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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