Faturamento do setor recua no trimestre

Em: 28 de abril de 2008
Apesar das difi­culdades enfrentadas neste início de ano, Setrab aponta que artesãos podem encerrar o primeiro semestre com crescimento de até 17% em seu faturamento.
Apesar das difi­culdades enfrentadas neste início de ano, Setrab aponta que artesãos podem encerrar o primeiro semestre com crescimento de até 17% em seu faturamento.

O setor de artesanato do Amazonas obteve uma queda no faturamento no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. A informação, divulgada pela direção da Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho), aponta entretanto que o setor, apesar das dificuldades, pode encerrar o primeiro semestre com crescimento de até 17% em seu faturamento.
Na Central de Artesanato Branco e Silva, onde se concentram a maior parte do volume das peças artesanais comercializadas, foi observada uma queda nas vendas em fevereiro deste ano em relação ao mês anterior, quando foram vendidas 3.840 peças, redução de 12%, em relação ao mês anterior. O levantamento da Setrab aponta ainda, que a retração foi motivada pelos gastos nos meses de dezembro e janeiro, momento em que a preferência do consumidor estava voltada para outros segmentos do comércio. “Em março, essa produção de peças chegou a 2.993 unidades, o que gerou um faturamento superior a R$ 49,4 mil”, apontou o assessor de imprensa da Setrab, Haroldo Furtado.
Tudo leva a crer que o setor padece com falta de estrutura e qualidade na confecção de produtos, considerados no geral sem identidade, segundo a presidente da Manaustur (Fundação Municipal de Turismo), Arminda Mendonça. “A maior parte dos objetos fabricados é indígena, não existe uma concepção de arte cabocla.”

Fortalecer
atividade
Para a coordenadora de artesanato do Sebrae-AM, Claudete Cunha, fortalecer a atividade artesanal e promover a melhoria da qualidade dos produtos é fundamental para o aumento no faturamento do artesanato do Estado.
As instituições estão investindo pesado no setor artesanal com projetos, feiras e exposições. O Sebrae-AM, oferece aos artesãos cursos de aperfeiçoamentos e capacitação para que os profissionais possam produzir produtos com qualidade para comercialização. José Gomes, gestor do Projeto de Comercialização de Produtos com Fibras de Parintins e Mamirauá, afirmou que o projeto conta com a colaboração de 22 mulheres, que são beneficiadas pelos seus trabalhos na produção de cesteiras, pãozeiras, balaios e peneiras. O trabalho desenvolvido pelo projeto pode ser conferido em diversas lojas de artesanato do país.
Para aumentar as vendas e o faturamento do setor, a Setrab participará de diversos eventos relacionados à cultura neste ano, a exemplo da exposição de artesanato que foi realizada entre os dias 22 e 25 deste mês, na hall da ALE (Assembléia Legislativa do Estado). O evento foi uma forma de divulgar a cultura local e indígena.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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