GM do Brasil quer US$ 1 bilhão da matriz para investir em projetos

Em: 9 de setembro de 2008
O vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, disse ontem que a companhia deve apresentar ainda neste ano à matriz norte-americana um projeto para receber aportes de US$ 1 bilhão
O vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, disse ontem que a companhia deve apresentar ainda neste ano à matriz norte-americana um projeto para receber aportes de US$ 1 bilhão

O vice-presidente da GM do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, disse ontem que a companhia deve apresentar ainda neste ano à matriz norte-americana um projeto para receber aportes de US$ 1 bilhão. O programa prevê o desenvolvimento de novos veículos e tecnologias, além de aumento de capacidade produtiva.
Atualmente a montadora tem uma capacidade para produzir 800 mil unidades por ano, podendo atingir 1 milhão de veículos com a introdução de mais um turno de trabalho. Os números incluem as fábricas do Brasil e Argentina.
“Hoje o Brasil já é o terceiro maior mercado da GM no mundo em volume, atrás apenas dos Estados Unidos e China”, afirma. O executivo ressalta ainda que o momento delicado da empresa no mercado americano facilita novos investimentos em mercados emergentes e que o Brasil tem se destacado entre eles.
A expectativa da empresa é alcançar vendas da ordem de 1,5 mil unidades por mês do modelo no país. “Esse volume não justifica a produção no Brasil”, afirmou. O vice-presidente da GM lembra que a montadora programa 20 novos lançamentos até 2012, sendo a maior parte de modelos desenvolvidos e fabricados no Brasil.

Desaceleração das vendas

Em relação à desaceleração das vendas do setor automotivo no Brasil em agosto, Pinheiro Neto, afirma que dois ­fatores ajudaram a compor esse novo cenário: a alta de juros no Brasil e a maior seletividade dos bancos na concessão de crédito. “Acredito que os dois fatores juntos ajudaram a ­reduzir o ritmo de crescimento”, avaliou.
Pinheiro Neto garante ainda que a capacidade de produção atual da indústria é suficiente para atender a demanda e que hoje em dia não há mais fila de espera nas concessionárias. Na GM, explicou, os estoques são equivalentes a pouco menos de 1 mês de vendas. A relação de oferta/demanda com os fornecedores, segundo ele, também está equilibrada. “Não existe falta de matéria-prima ou peças no Brasil, mas uma discussão sobre preços”, explicou. O executivo lembra que a GM deve importar neste ano em torno de 50 mil pneus da China, motivada não só por preços, mas também por uma situação cambial favorável.
A briga pela liderança no mercado brasileiro, acirrada nos últimos meses pela Volkswagen e Fiat, não incomoda a GM, segundo Pinheiro. “Nosso negócio é ganhar dinheiro e não ser líder, claro que isso também é bom, mas não é nosso foco no momento”, afirmou. A expectativa do executivo é de que as três maiores montadoras detenham participações acima de 20% no mercado brasileiro daqui para a frente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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