A base aliada do go-verno se articula pa-ra evitar que a proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011 seja rejeitada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. A reportagem apurou que, em contabilidades internas, os governistas temem não conse-guir votos suficientes dos aliados para aprovar a matéria na comissão.
A pressão dos governistas está sobre os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jefferson Péres (PDT-AM), considerados como votos decisivos para que a prorrogação da CPMF seja aprovada ou rejeitada na CCJ.
Dos 23 titulares da comis-são, 13 senadores integram a base aliada do governo. Dois deles, no entanto, já sinaliza-ram que vão votar contra a prorrogação da CPMF: Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). A oposição tem nove votos contra, uma vez que o presidente da comissão, senador Marco Maciel (DEM-PE), só vota em caso de empate.
Péres, considerado pela oposição como voto certo contra a prorrogação da CPMF, também promete derrubar a matéria. Péres disse que, nos termos atuais, é contra a manutenção da CPMF. Nos bastidores, porém, seu nome vem sendo articulado pela base aliada como capaz de desempatar a votação ao lado de Simon.
Os aliados também se articulam para substituir Mozarildo da CCJ, caso percebam que não vão conseguir convencê-lo a votar favoravelmente à CPMF. Oficialmente, os governistas negam articulações neste sentido. Nos bastidores, porém, admitem a possibilidade de convocarem um suplente do bloco governista que, ao contrário de Mozarildo, apoiaria a prorrogação da CPMF. “A substituição depende dos líderes. Estamos conversando com todos os líderes partidários para termos a ajuda de todos os partidos na votação da CPMF”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR).
A substituição de Jarbas foi descartada já que, há pouco mais de um mês, o PMDB chegou a afastá-lo da CCJ ao lado de Simon temendo dissidências na votação da CPMF. Com a pressão de senadores e da opinião pública contrária à medida, o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), teve que voltar atrás para mantê-los na CCJ.







