O governador do Amazonas, Eduardo Braga, iniciou última quinta-feira sua visita à calha do Madeira, juntamente com o seu vice, Omar Aziz, anunciando em Apuí (a 168 Km de Manaus, em linha reta) que o governo do Estado investirá R$ 15 milhões no município para regularizar o abastecimento de água e a pavimentação da AM – 174, no trecho que liga a cidade a Novo Aripuanã (a 228 km). Braga revelou ainda que graças ao convênio firmado com o governo federal vai ser possível levar energia elétrica para as comunidades da região, por meio do programa Luz para Todos.
Braga participou, também, da distribuição de 100 toneladas de sementes, mudas e implementos agrícolas do programa de recuperação da agricultura familiar, colocado em prática para ajudar as famílias prejudicadas com a última enchente registrada no Estado, que atingiu a marca de 29,77 metros.
Em Apuí, também foram distribuídos seis grupos geradores, 50 motores rabeta, 20 casas de farinha. Também foi reforçada a aplicação do programa de defesa sanitária contra a febre aftosa.
A população do município gira em torno de 17.800 habitantes e tem 82% da sua economia baseada na agricultura familiar e na agropecuária.
Reduzir desmatamento
De acordo com o governador Eduardo Braga, o programa Zona Franca Verde implantado pelo governo do Estado em Apuí está possibilitando a redução do desmatamento em uma região que fazia parte do Arco de Fogo.
“Por meio da política de melhoria na relação entre o homem e a natureza, Apuí hoje tem compromisso com o meio ambiente e conseguiu reduzir em cerca de 50% o índice de desmatamento, sem parar a produção. É através do Zona Franca Verde que geramos empregos ambientalmente corretos e socialmente justos”, declarou.
O vice Omar Aziz lembrou que além de políticas preventivas contra o desmatamento, o governo do Amazonas também implantou um programa que vai destinar R$ 200 a cada cabeça de gado perdida devido a falta de pastos para o cultivo de bois.
Raimundo Nonato Bezerra, produtor de farinha há dez anos na comunidade Beno Mota foi um dos contemplados com uma nova casa de farinha dada pelo governo. Entusiasmado, ele não escondeu o seu otimismo e disse que a partir de agora, ao invés de produzir mensalmente em torno de 30 sacos do produto, poderá fazer muito mais e conseguirá aumentar a renda da família.
“Faço farinha apenas com a força dos braços. Mas agora, com a ajuda da máquina, a situação vai ficar melhor e vou poder dobrar minha produção, aumentando de 30 para 80 sacos por mês. Estou feliz e grato”, finalizou.






