Governo estuda aumento da gasolina

Em: 14 de agosto de 2013
Ministro reconhece defasagem nos preços, mas diz que reajuste ainda será analisado
Ministro reconhece defasagem nos preços, mas diz que reajuste ainda será analisado

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse ontem que o preço da gasolina está defasado e que o governo examina o pedido da Petrobras para realizar um novo reajuste no preço do combustível.
“A Petrobras esta reivindicando elevação dos seus preços, até porque eles estão muito defasados. Eles não têm realizado aumentos regulares de preço, mas episódicos”, disse o ministro. Segundo ele, “é preciso examinar” o pedido da empresa, o que já está sendo feito pelo Ministério da Fazenda, pelo Conselho de Administração da Petrobras e pelo próprio Ministério de Minas e Energia.
Ainda segundo Lobão, “nenhum aumento de preço é bom”, por isso, ainda não foi confirmado se será atendida a reivindicação. “Estamos examinando”, completou.
A preocupação do governo é com o impacto de eventuais aumentos de preços de combustíveis para a inflação. “Nenhum aumento de preço é bom”, comentou Lobão.
Na segunda-feira, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a estatal busca “intensamente alinhar os preços internos de derivados de petróleo aos internacionais”.
Após a valorização do dólar frente ao real, a Petrobras teve anulados os efeitos dos reajustes de combustíveis realizados no ano passado e no início deste ano. E a empresa continua vendendo combustíveis no Brasil a preços inferiores aos do mercado externo.

Aumentos

Desde 2012, a Petrobras já elevou por duas vezes o preço da gasolina e quatro o preço do diesel nas refinarias. No fim de junho daquele ano, a gasolina teve aumento de 7,83%, e o diesel, de 3,94%. Na ocasião, no entanto, o Ministério da Fazenda isentou a comercialização destes combustíveis da cobrança da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), mantendo os preços estáveis aos consumidores finais.
No mês seguinte, o diesel voltou a sofrer reajuste, de 6% nas refinarias. Em janeiro deste ano, houve novo aumento, desta vez de 5,4% no diesel e de 6,6% na gasolina. Em março, o diesel voltou a ter seu preço reajustado nas refinarias, em 5%.
Após a última alta, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, disse que não havia previsão para novos reajustes este ano. A alta do dólar, no entanto, pressiona as contas da Petrobras. A estatal tem exportado menos e importado mais, aumentando o impacto negativo do câmbio.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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