O governo do Amazonas pretende intensificar o combate ao desmatamento no Estado durante os próximos dois meses, com ajuda de equipes que, desde setembro, compõem a força-tarefa de inteligência criada para contenção dos crimes ambientais. Ontem, dirigentes da SDS (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), prefeitos de 21 municípios que mais registram focos de incêndios em áreas de floresta, além de representantes das mais de 20 instituições que formam a força-tarefa, se reuniram em Manaus para acertar os detalhes da ação.
“Esse plano já está sendo realizado, mas a partir de agora será intensificado com focos principais que são o controle, a fiscalização e a ação educativa”, esclareceu a secretária estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Nádia Ferreira.
O plano vai contemplar a realização de treinamentos para as brigadas de incêndio e o apoio logístico e de infraestrutura aos municípios mais afetados pelo desmatamento. A decisão é impulsionada pela necessidade de bloquear os problemas que Manaus e 12 municípios amazonenses, entre eles, Autazes (a 113 km da capital), Iranduba (a 27 km), Manacapuru (a 68 km), Novo Airão (a 115 km), Itacoatiara (a 176 km), Careiro da Várzea (a 25 km) e Presidente Figueiredo (a 117 km), vêm registrando nos últimos meses como consequência dos incêndios florestais.
Desde a segunda quinzena de julho, a região registra altas temperaturas e ausência de chuvas. Nesse cenário, as queimadas ganharam grandes proporções e provocam há meses, a formação de névoa seca, sobretudo no céu da capital amazonense. A fumaça e seu cheiro são evidentes praticamente todos os dias, especialmente nas primeiras horas da manhã. A população reclama da situação e de doenças como problemas alérgicos e respiratórios. Uma das principais preocupações da força-tarefa é que as condições climáticas não favorecem a dispersão da fumaça das queimadas que fica concentrada em cima das cidades.
“Os culpados serão penalizados com multas, mas queremos atacar a causa das queimadas e impedir que elas aconteçam porque o fogo destrói um patrimônio que não tem como ser recuperado, mesmo com o reflorestamento”, acrescentou a secretária.
Ainda segundo Nádia Ferreira, os focos de queimadas estão concentrados em pequenas estradas e nas proximidades com as rodovias. Ela ressalta que o fogo é feito por pessoas com intenções distintas e variadas. A queimada proposital é crime e prevê pena de três anos de reclusão e multa.
“Tem o fogo do agricultor, do pecuarista e de ramais sendo abertos para que madeira ilegal seja transportada. Mas tem também a falta de incremento em ciência e tecnologia para melhorar a atividade pecuária no estado”, concluiu.
Governo intensifica combate a queimadas
Em: 4 de dezembro de 2009
SDS, prefeitos de 21 municípios e representantes de mais de 20 instituições participam da ação
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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