Governo pede ajuda ao FMI para resolver problemas fiscais

Em: 12 de janeiro de 2010
O FMI (Fundo Monetário Internacional) informou que vai enviar hoje uma equipe de analistas à Grécia, a pedido do governo grego
O FMI (Fundo Monetário Internacional) informou que vai enviar hoje uma equipe de analistas à Grécia, a pedido do governo grego

O FMI (Fundo Monetário Internacional) informou que vai enviar hoje uma equipe de analistas à Grécia, a pedido do governo grego. A missão dos técnicos do Fundo deve durar cerca de uma semana e vai “explorar possibilidades de assistência nos próximos meses sobre reforma da Previdência, política fiscal e gestão orçamentária’’, diz uma nota do órgão.
“A missão está no contexto da vigilância regular que o FMI oferece a seus membros’’, diz a nota.
A dívida da Grécia chegou a 300 bilhões de euros (US$ 436 bilhões, no câmbio de ontem), a mais elevada na história moderna do país, informou o vice-ministro das Finanças, Philippos Sahinidis, no início de dezembro. O deficit orçamentário da Grécia também é o mais elevado dos últimos 16 anos.
Na última sexta o governo grego anunciou um aumento de 20% nos impostos sobre bebidas alcoólicas e o tabaco, bem como um imposto mais alto sobre heranças.
O premiê grego, Georges Papandreou, afirmou no último dia 14 que o deficit da Grécia será reduzido a menos de 3% do PIB em 2013, ao anunciar novas medidas para tirar seu país da crise. Dias antes ele havia descartado recorrer a uma ajuda do FMI para tirar a Grécia de sua difícil situação financeira, ao mesmo tempo em que rejeitou qualquer risco de quebra.
As principais agências de classificação de risco -Fitch, Standard & Poor’s e Moody’s- já reviram para baixo ou colocaram sob análise suas notas de risco para a Grécia.

Pacote de ajuda

Na semana passada a presidência espanhola da UE (União Europeia) avisou a Grécia que o país não deve esperar um pacote de ajuda do bloco para sair da crise. O ministro das Finanças, George Papaconstantinou, disse em resposta que o país vai resolver seus problemas fiscais sozinho, segundo o diário italiano “Il Sole 24 Ore’’.
“Não pedimos nem esperamos qualquer ajuda do BCE [Banco Central Europeu] ou de alguns países membro da UE’’, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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