Governo prorroga desoneração

Em: 22 de agosto de 2014
Segundo a Abinee, governo aceitou ampliar a chamada Lei do Bem
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Segundo a Abinee, governo aceitou ampliar a chamada Lei do Bem

O governo concordou em prorrogar a desoneração da venda de computadores, tablets e smartphones até 2018, informou nesta quinta-feira (21) a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).
A medida faz parte da chamada Lei do Bem, que zerou a alíquota de PIS/Cofins, de 9,25%, para a venda desses produtos.
A suspensão da cobrança do imposto iria apenas até dezembro deste ano, mas o governo decidiu estender o benefício a pedido do setor e para estimular a inclusão digital no país.
A prorrogação será incluída na medida provisória 651, em tramitação no Congresso. Segundo o presidente da entidade, Humberto Barbato, a informação foi dada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que não exigiu contrapartida do setor para a extensão do benefício.
A desoneração ocorre no momento da venda do produto ao consumidor. Os fabricantes seguem pagando os impostos. Para eles, a medida é vantajosa uma vez que possibilita a queda de preço e o aumento das vendas.
O valor estimado dessa renúncia fiscal é de R$ 7,9 bilhões, em 2015. Segundo o Ministério da Fazenda, esse valor é compensado pelo aumento da produção, das vendas e do emprego no setor.
Desde a criação do incentivo, em 2005, o país aumentou a produção anual de computadores de 4 milhões para 22 milhões de unidades (incluindo tablets e notebooks), informou o ministério.
O ministério também afirma que a medida é benéfica no sentido de estimular a formalização do mercado de trabalho do setor.

Preços
“Isso atende de forma muito positiva o setor, porque os smartphones tiveram uma queda de preço importante, de cerca de 30% [desde a entrada em vigor da medida, em janeiro de 2012]”, disse Barbato, da Abinee.
De janeiro a junho deste ano, 75% das vendas no mercado de celular foram de smartphones.
De acordo com Barbato, a queda no preço é natural neste segmento, mas houve aceleração por conta da medida.
A desoneração atinge smartphones de até R$ 1,5 mil e computadores de até R$ 8 mil.
O limite imposto pelo governo pressionou fabricantes e varejistas a baixar os preços para enquadrar os aparelhos na faixa de desoneração.

Queda
A Abinee prevê queda de 4% no faturamento do setor este ano frente a 2013, que inclui itens de informática e outros aparelhos elétricos e eletrônicos.
Segundo Barbato, no primeiro semestre a redução nas receitas já foi desta ordem e, até o fim do ano, o cenário deve se repetir. A medida de prorrogação do benefício não altera a previsão.
“Não muda, porque coincide com produtos que estão com ritmo de vendas bastante razoáveis. Hoje no setor o que está se salvando são os tablets e os smartphones”, afirma Barbato.
“O perigo é que você tivesse, sem a renovação, mais um obstáculo”.
As dificuldades no setor já refletem no nível de emprego na indústria de eletroeletrônicos. Nos últimos três meses, 2.700 vagas foram cortadas, 40% delas em julho.
“A indústria tem tentado manter, porque não é barato dispensar. Mas, ainda assim, tivemos essa redução no nível de empregos. As encomendas estão vindo abaixo do previsto”, diz Barbato.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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