Grécia precisa de reformas e privatizações para ter suporte

Em: 24 de maio de 2011
A Grécia precisa demonstrar seu compromisso com reformas e privatizações para garantir mais suporte da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) e as próximas semanas poderão ser cruciais a respeito disso
A Grécia precisa demonstrar seu compromisso com reformas e privatizações para garantir mais suporte da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) e as próximas semanas poderão ser cruciais a respeito disso

A Grécia precisa demonstrar seu compromisso com reformas e privatizações para garantir mais suporte da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional) e as próximas semanas poderão ser cruciais a respeito disso. As afirmações foram feitas nesta segunda-feira por Olli Rehn, comissário europeu para relações econômicas e monetárias, que minimizou receios de que a Itália possa ser o próximo país europeu a enfrentar problemas fiscais.
A Grécia “tem de reforçar seriamente as economias orçamentárias e as reformas econômicas antes que qualquer novo passo possa ser dado”, afirmou Rehn em discurso em uma conferência organizada pelo Banco Central da Áustria. A implementação de seu programa de privatização “é uma questão urgente para a Grécia”, que vai anunciar novas medidas em breve, acrescentou Rehn. Para a autoridade, saber se a Grécia será capaz de realizar economias fiscais e privatizações é “um teste de credibilidade”.
Rehn afirmou que uma redefinição do perfil da dívida grega – a extensão voluntária dos vencimentos dos empréstimos – ainda pode ser considerada para solucionar os problemas do país, mas uma dura reestruturação, que geralmente inclui a redução do valor da dívida do governo, “não será um substituto para as reformas necessárias”.
Outras opções que estão sendo consideradas incluem o estabelecimento de uma Iniciativa de Viena, que garantiria o investimento financeiro na dívida grega por credores privados, incluindo bancos comerciais. Rehn também disse que um fundo fiduciário para a Grécia destinado a privatizar ativos estatais está sendo considerado como uma medida de reforma adicional para o país. A autoridade também falou sobre a situação da Itália. “Nós estamos vendo um crescimento relativamente sólido (na Itália) e uma determinação para reduzir os deficits fiscais”, disse Rehn.
Embora “certamente” esteja enfrentando desafios na reforma estrutural, a Itália está no caminho certo para atingir o prazo de 2012 para reduzir seu deficit orçamentário a 3% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo a autoridade. Rehn também afirmou que a União Europeia está em contato diário com o FMI sobre a questão do sucessor de Dominique Strauss-Kahn, que renunciou na semana passada ao cargo de diretor-gerente da instituição após ser acusado de agressão sexual.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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