Greve dos urbanitários é tímida em Manaus

Em: 16 de julho de 2013
Cerca de 250 funcionários da Eletrobras Amazonas Energia paralisaram suas atividades em apoio ao ato grevista do Comando Nacional dos Eletricitários
Cerca de 250 funcionários da Eletrobras Amazonas Energia paralisaram suas atividades em apoio ao ato grevista do Comando Nacional dos Eletricitários

Cerca de 250 funcionários da Eletrobras Amazonas Energia paralisaram suas atividades em apoio ao ato grevista do Comando Nacional dos Eletricitários. O grupo permaneceu em frente a sede da empresa na manhã de segunda-feira (15), localizada na avenida Sete de Setembro, área Central da cidade de Manaus.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amazonas, José Borges as principais reivindicações são para um reajuste justo para a categoria, que está próxima da data-base para negociação do dissídio coletivo da categoria e também para anulação do artigo 37 que autoriza a contratação de funcionários comissionados em empresas estatais. “Nós temos profissionais já contratrados e que estão devidamente preparados para assumir qualquer função ou cargo dentro da categoria, e também porque esse artigo só traz prejuízo para a empresa e para o governo. São assessores que entram com salários absurdos”, disse.

Aumento do PCR

Os profissionais também reivindicam revisão e melhorias no PCR (Plano de Cargos e Remuneração) e o repasse de 6,49% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medidor da inflação oficial do país, para o salário base dos funcionários.
José Borges ainda informou que as contratações ocorrem nas áreas: administrativa, financeira, geração e distribuição do setor elétrico. E que os eletricitários de Manacapuru, Iranduba, Itacoatiara e do distrito de Balbina também participam da paralisação. “A expectativa do sindicato é que aproximadamente 600 pessoas participem do movimento”, disse o sindicalista.
A ideia do sindicato era paralisar o maior número de municípios amazonenses possíveis, mas o presidente aponta a logística regional como fator impeditivo. O grupo permaneceu na frente da sede da Eletrobras Amazonas Energia até o início da tarde de segunda-feira (15).
Para o engenheiro de manutenção elétrica, Edney Martins, a contratação de comissionados é um retrocesso. “Há um aval do governo para tentar tirar direitos e conquistas adquiridas ao longo da história pelo setor elétrico. Geralmente, esses comissionados vêm do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e ganham salários acima de R$ 25 mil. O ideal seria realizar mais concursos públicos”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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