As casas lotéricas passaram a ser uma opção para realizar diversos serviços bancários desde que os bancos tiveram alguns serviços prejudicados em razão da greve dos funcionários, iniciada desde o último dia 27 de setembro.
Nos bairros São José, São Francisco e Centro a reportagem do JC constatou grande procura pelos serviços. Segundo os gerentes dessas casas, a movimentação é considerada normal por conta do início de mês, que costuma ter muitos pagamentos de contas e saques de bolsas – auxílio. Esse intenso fluxo costuma durar até o 15º dia do mês. E mesmo na semana passada, final de mês e já com a greve, a procura ainda não teve um aumento significativo, já que as casas lotéricas operam dentro do limite de R$ 700. “Eu costumo vir sempre nessa loteria e ainda não senti diferença por causa da greve. Continuo esperando na fila cerca de 20 minutos.”, relata o autônomo Carlos Oliveira que sempre paga suas contas na loteria localizada no São Francisco.
Mesmo dentro do limite de operações de R$ 700, as casas lotéricas realizam diversos serviços como: recebimento de contas de concessionárias (água, luz e telefone), carnês, prestações, faturas e documentos de diversos convênios.
O único banco privado que continua funcionando normalmente no Amazonas é o Bradesco, por conta de uma liminar interposta na Justiça para impedir que seus funcionários entrassem em greve. Segundo o presidente do Seebam (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Amazonas), Nindberg Barbosa, “a ação do Bradesco, acabou deixando os bancários com receio de entrar na greve, pois temem as repressões do banco”.
Barbosa diz que apesar da não adesão do Bradesco, a greve continua forte no Estado, pois mais de 70% dos bancários estão paralisados. Ainda não foi agendada nova rodada de negociações entre a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e os bancários.
Correios e bancários fazem manifestação no Centro
Ontem, dia 3, cerca de 80 grevistas dos Correios e dos Bancos fizeram uma manifestação em frente à agência do Banco do Brasil da rua Guilherme Moreira, no Centro.
“A manifestação é uma oportunidade para mostrarmos à sociedade por que estamos em greve, para que entendam que quando cruzamos os braços não estamos parados para ficar em casa. Nós queremos que as pessoas entendam as nossas reivindicações.”, avaliou o presidente da Seebam.
Quem também faz uma avaliação positiva da manifestação é o membro da diretoria da Sintect-AM, Fábio Chaves, na qual “a população pode conhecer como está a situação de trabalho dos carteiros”.
Para hoje, 4, o Seebam prepara mais uma manifestação em frente à mesma agência da rua Guilherme Moreira, às 9h, mas somente dos bancários.







