Depois de 24 horas de paralisação, os funcionários da empresa Semp Toshiba da Amazônia retornaram às atividades normais na manhã de quinta-feira (17). As negociações entre a diretoria e o Sindicato dos Metalúrgicos resultaram em um prazo de 38 dias para atendimento às reivindicações dos trabalhadores. Caso isso não aconteça, há possibilidade de um novo movimento paredista, como adiantou a entidade sindical.
Iniciada no primeiro turno de trabalho na quarta-feira (16), a paralisação afetou 100% das atividades da Semp Toshiba no Distrito Industrial nos três turnos, envolvendo os cerca de 1.200 funcionários da companhia e mais 800 prestadores de serviços que não tiveram condições de trabalhar, de acordo com informações do secretário de Formação do sindicato, João Brandão. “Noventa por cento das reivindicações dos trabalhadores foram atendidas. Esperamos há um ano para soluções da empresa quanto ao que era pedido”, informou o sindicalista.
Um dos principais pontos de reivindicação foi quanto ao plano de saúde, do qual, de acordo com João Brandão, deveria ser cobrado somente um preço simbólico – até R$ 10 -, por conta dos incentivos fiscais recebidos pela empresa. “A Semp Toshiba cobrava 40% pelo valor das consultas do funcionário. Na primeira negociação, baixou esse desconto para 20%, mas ao final chegou ao limite de até 10%”, disse o secretário. O acordo provisório foi aceito pelos empregados e vai vigorar pelo prazo de 38 dias. “Mas o nosso objetivo é zerar esse desconto ou resultar em uma taxa simbólica”, informou João.
Quanto às creches, limitadas à idade de até 3 anos e 11 meses e somente para as mães, os trabalhadores conseguiram expandir o limite etário para 6 anos, liberando o benefício também para os pais, mas somente os que tenham obtido a guarda definitiva da criança.
A Semp Toshiba, segundo o sindicato, também se comprometeu a resolver a questão do desvio de função, cargos e salários – casos em que os trabalhadores exercem uma atividade diferente mas não recebem a remuneração adequada. “A empresa havia sido notificada por ter 120 funcionários nessa situação, mas ainda há outras situações e eles acataram essa reivindicação, fazendo lista do pessoal a ser enquadrado corretamente”, disse João.
Lucros e resultados
Outra importante questão na pauta de reivindicações dos funcionários da Semp Toshiba foi a PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Segundo o sindicalista, houve avanços porque a empresa nunca havia pago o benefício – previsto na lei 10.101, de 19 de dezembro de 2000 – alegando que já o pagava, mas na forma de bônus que variavam de R$ 11 a R$ 35. “Essa bonificação não é participação em lucros e resultados. A PLR tem que ser paga semestralmente ou anualmente, conforme a legislação. Todas as empresas do Pólo Industrial determinam metas sobre produtividade, assiduidade e qualidade, pontos básicos para definir essa participação”, informou João.
Desse modo, foi criada uma comissão de seis trabalhadores para reunir e discutir o assunto a partir da próxima segunda-feira (21).






