Paralisação dos petroleiros dura dois dias

Em: 18 de julho de 2008
A partir de 00 hora deste sábado, os trezentos petroleiros que aderiram à paralisação das atividades por dois dias na Reman (Refinaria Isaac Sabbá), devem retornar aos seus postos de trabalho.
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A partir de 00 hora deste sábado, os trezentos petroleiros que aderiram à paralisação das atividades por dois dias na Reman (Refinaria Isaac Sabbá), devem retornar aos seus postos de trabalho.

A partir de 00 hora deste sábado, os trezentos petroleiros que aderiram à paralisação das atividades por dois dias na Reman (Refinaria Isaac Sabbá), devem retornar aos seus postos de trabalho.
Para o presidente do Sindipetro (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Petróleo e Derivados do Amazonas), Acácio Viana Carneiro, a ação, que teve início na madrugada de quinta-feira, é um alerta da categoria, que reivindica melhores condições de trabalho, adição de benefícios e maior PLR (Participação nos Lucros e Resultados da Empresa). “A categoria está apenas buscando os seus direitos, e não tem interesse em prejudicar a produção da refinaria”, disse o sindicalista.
As reivindicações contemplam o aprimoramento do auxílio-creche, auxílio-estudo, maior participação nos lucros, entre outros benefícios que os petroleiros esperam ser atendidas.
A FUP (Federação Única dos Petroleiros) divulgou, através de seus site nacional que “a Petrobras estaria mantendo trabalhadores em cárcere privado na Reman”. Segundo a informação, dirigentes da FUP e do Sindipetro denunciaram o ato ao MPT do Amazonas (Ministério Público do Trabalho) na manhã de quinta-feira.
O gerente de comunicação da Reman, Hidelbrando Alves, desmentiu o fato, ao informar que ninguém ficou retido e que todos os colaboradores estariam exercendo suas atividades com horário de entrada e de saída programado, como acontece todos os dias.
A gerência de comunicação ainda disse que a paralisação não comprometeu a produtividade da refinaria, que continuou normal.
O presidente da Sindipetro informou que a categoria aguarda por resposta da Petrobras para que as reivindicações sejam atendidas. “Estamos em um processo de mobilização crescente, e se não entrarmos em acordo, não descartamos a possibilidade de decretar estado de greve no dia 5 de agosto”, garantiu.
A Agência de Notícias da Petrobras divulgou em site que já acionou o Plano de Contingência para manter o controle e o funcionamento de suas unidades, assegurando pleno abastecimento do mercado.
De acordo com informações da agência, a estatal apresentou aos sindicatos de petroleiros de todo o país, proposta de pagamento da PLR ( Participação nos Lucros e Resultados) de 2007, que obedece ao limite máximo determinado pelos órgãos de controle. A Companhia aguarda posicionamento dos trabalhadores.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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