Grupo de estudos do Inpa debate manejo madeireiro

Em: 15 de maio de 2009
O GEEA (Grupo de Estudos Estratégicos da Amazônia), coordenado a partir do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), discutiu a evolução dos processos de manejo florestal e madeireiro na região
O GEEA (Grupo de Estudos Estratégicos da Amazônia), coordenado a partir do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), discutiu a evolução dos processos de manejo florestal e madeireiro na região

O GEEA (Grupo de Estudos Estratégicos da Amazônia), coordenado a partir do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), discutiu a evolução dos processos de manejo florestal e madeireiro na região.
O cientista Niro Higuchi, especializado em técnicas sustentáveis para a exploração madeireira, palestrou na última quinta-feira sobre sua atividade no âmbito dos novos desafios amazônicos no segmento do manejo.
O professor de economia, Sylvio Puga, da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), e a diretora técnico-científica Elizabeth Brocki, da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), participaram do debate e ambos ressaltaram a necessidade que os trabalhadores do setor madeireiro hoje possuem de praticar a sustentabilidade a partir de ­planos de manejo.
Higuchi ressaltou, dentre outras questões, a importância do mercado consumidor na geração de emprego e renda para populações rurais e ribeirinhas da Amazônia.
Segundo ele, o bioma deve ter uma participação mais efetiva nesse mercado, porém de forma sustentável, sem que haja agressões à floresta. “A associação para o conhecimento é uma proposta interessante”, enfatizou, ressaltando a interdisciplinaridade no trato com as populações tradicionais da Amazônia.
“O que mais chamou a atenção foi o pesquisador ter deixado claro que é necessária uma mudança de mentalidade para que as pessoas que vivem na Amazônia possam explorar racionalmente os recursos madeireiros”, avaliou Puga.

Carência de bolsistas

“Há poucos bolsistas em produtividade no Estado para o setor de tecnologia da madeira. Precisamos mudar essa realidade”, avaliou Elizabeth.
O grupo encerrou as atividades do dia apontando para a problemática de se fomentar o conhecimento científico junto aos trabalhadores do setor madeireiro do Estado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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