IBGE estuda evolução feminina no trabalho

Em: 9 de março de 2010
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou estudo especial feito sobre o público feminino no Brasil e sua evolução dentro do mercado de trabalho
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou estudo especial feito sobre o público feminino no Brasil e sua evolução dentro do mercado de trabalho

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou estudo especial feito sobre o público feminino no Brasil e sua evolução dentro do mercado de trabalho. A participação das mulheres, o perfil etário e educacional, o contingente feminino no setor público e a jornada de trabalho considerada a escolaridade, são alguns dos pontos abordados pela pesquisa no Dia Internacional da Mulher.
O trabalho especial ‘Mulher no Mercado de Trabalho: Perguntas e Respostas’ tem como objetivo apresentar um panorama da mulher no mercado de trabalho. As informações usadas provêm da PME/2009 (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Em 2009, aproximadamente 35,5% das mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho como empregadas com carteira de trabalho assinada, percentual inferior ao observado na distribuição masculina (43,9%). As mulheres empregadas sem carteira e trabalhando por conta própria correspondiam a 30,9%. Entre os homens, este percentual era de 40%. Já o percentual de mulheres empregadoras era de 3,6%, pouco mais da metade do percentual verificado na população masculina (7,0%).
Segundo a pesquisa, enquanto 61,2% das trabalhadoras tinham 11 anos ou mais de estudo, ou seja, pelo menos o ensino médio completo, para os homens este percentual era de 53,2%. A parcela de mulheres ocupadas com nível superior completo era de 19,6%, também superior ao dos homens (14,2%). Por outro lado, nos grupos de menor escolaridade, a participação dos homens era superior a das mulheres.
Apesar de desde 2003 ter ocorrido uma redução de aproximadamente 36 minutos na diferença entre a média de horas trabalhadas por homens e mulheres, em 2009 as mulheres continuaram trabalhando, em média, menos que os homens. Cabe esclarecer que essa queda foi ocasionada pela redução na média de horas trabalhadas pelos homens. As mulheres, em 2009, trabalharam em média 38,9 horas, 4,6 horas a menos que os homens.
As mulheres trabalhavam menos que os homens em todos os grupamentos de atividade. Com a exceção das mulheres ocupadas em “Outros Serviços”, as demais atividades apresentaram aumento da média de horas trabalhadas para as mulheres. No grupamento “Administração Pública”, as mulheres trabalharam, em média, 36,4 horas semanais.
Em 2009, as mulheres com 8 a 10 anos de estudo foram as que declararam trabalhar mais horas semanais (39,4 horas). No entanto, aquelas com 11 anos ou mais de estudo foram as que apresentaram a menor diferença na média de horas trabalhadas em relação aos homens, 3,6 horas. Em 2003, esta diferença era de 4,4 horas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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