Igrejas do século 18 devem entrar no roteiro turístico do Ceará

Em: 23 de dezembro de 2008
Uma igreja construída por escravos no século 18, a do Rosário; a atual Catedral Metropolitana de Fortaleza levou cerca de 40 anos para ser concluída
Uma igreja construída por escravos no século 18, a do Rosário; a atual Catedral Metropolitana de Fortaleza levou cerca de 40 anos para ser concluída

Uma igreja construída por escravos no século 18, a do Rosário; a atual Catedral Metropolitana de Fortaleza levou cerca de 40 anos para ser concluída. Todo dia 13, independente do mês, milhares de fiéis passam pela Igreja Nossa Senhora de Fátima e, às quintas-feiras, a procura é pelo templo de Nossa Senhora Edwirgens, na avenida Leste-Oeste.
Em Fortaleza, está uma das quatro igrejas melquitas do Brasil, a Igreja Nossa Senhora do Líbano e, há sinos centenários na Igreja Sagrado Coração de Jesus que continuam tocando, além dos templos católicos possuírem elementos importantes da arte sacra.
Ao mesmo tempo, a cada ano vem se fortalecendo eventos religiosos como a Caminhada de Maria, a construção do tapete de flores na Igreja do Cristo Rei, no dia de Corpus Christi, e os tradicionais festejos do santo padroeiro do Ceará, São José, em 19 de março.
Todas essas curiosidades e nuances características do catolicismo no Ceará estão sendo levantadas pela Pastoral do Turismo da Arquidiocese de Fortaleza, com o objetivo de criar um roteiro religioso no Estado. A Arquidiocese, explicou Selma Guimarães, uma das coordenadoras da nova Pastoral, sabe bem que o turismo religioso no Estado já está sedimentado em alguns municípios, que o digam a festa de São Francisco de Assis, em Canindé, e a quantidade de romeiros no Cariri em torno de Padre Cícero.
O que se pretende, entretanto, é a partir de agora fazer um levantamento mais preciso em cada paróquia, para se ter uma idéia de todos os aspectos que podem ser abordados turisticamente e, que até agora, não se tornaram visíveis. “Queremos contar as histórias que ninguém conta”, disse Selma, explicando que tudo isso será feito a partir de uma abordagem que vai muito além das visitas turísticas pelo sol e pelo mar.
Pretende-se, principalmente, melhorar a acolhida aos turistas que, visitando o Estado, aproveitam a ocasião, para ir aos templos religiosos. Assim, numa visita guiada, além dos aspectos arquitetônicos de cada lugar, sua relação com a história da cidade, os aspectos religiosos também serão apresentados. Os trabalhos da Pastoral do Turismo, que ainda está em processo de implementação em Fortaleza, iniciaram no início deste ano, a partir de uma provocação da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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