O amazonense está pagando mais caro para comprar seu imóvel novo. No segundo trimestre do ano corrente, o valor das residências com área útil de 50m² a 100m², que responderam por 57,27% das unidades ofertadas no período (4.135), ficou 7,14% mais elevado frente a igual trimestre de 2010, de acordo com dados do Sinduscon/AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas).
Além do mais, em comparação ao ano anterior, o preço médio dos imóveis com terreno de 100m² a 150m², que abocanharam uma fatia de 29,63% das ofertas da região, sofreu uma elevação de R$ 1.024,47.
O vice-presidente da entidade, Frank Souza, argumenta que a oscilação é regulada pelos preços dos materiais e da mão de obra, que tiveram elevações neste ano. Segundo o Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil) mais recente, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa (Caixa Economia Federal), em doze meses, o custo médio da construção apresentou alta de 9,03%.
O diretor-presidente da Cristal Engenharia, Jorge Roldão, pondera que a mão de obra tem causado maior reflexo no preço da construção, por conta da escassez de profissionais qualificados. No caso da Construtora Aliança, o diretor da empresa, Daniel Santos, afirma que a correção dos imóveis é impulsionada pelos números da inflação.
Apesar do incremento no valor, isto não impediu as vendas dos imóveis. Com um IVV (Índice de Velocidade de Vendas) de 29,12%, houve um avanço de 35% em relação a mesmo período do ano anterior, e de 6,78% quando comparado ao IVV do primeiro trimestre (27,27%).
Embora a quantidade de ofertas tenha sido menor que a de 2010, com 4.135 unidades ante 4.701, foram vendidos 190 imóveis a mais que no segundo trimestre do ano anterior (1.014 unidades). No ranking, este algarismo fica trás apenas do que foi conquistado em 2008, 1.745 unidades vendidas.
Em 2009, com o pico da crise, apenas 763 imóveis foram vendidos. Mesmo com a turbulência atual no mercado internacional, Souza avalia que não há um temor no setor, em virtude do aumento de renda que resultou na ascensão da classe média. Por sinal, o estudo da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República) mostra que, atualmente, 48% da população no Amazonas já corresponde a classe média.
O representante da Aliança declara que a “situação econômica do país é bem confortável e o retorno do mercado interno tem sido positivo”.
Imóvel novo está mais caro no Amazonas
Em: 31 de agosto de 2011
Alta no custo com materiais de construção e da mão de obra é apontada como principal causa para a elevação no preço do imóvel em Manaus
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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