Importações de automóveis desaceleram em setembro

Em: 4 de outubro de 2011
O crescimento das importações de automóveis de passeio desacelerou em setembro, após a decisão do governo de elevar o IPI dos veículos importados de países de fora do Mercosul e do México com menos de 65% de peças produzidas no Brasil
O crescimento das importações de automóveis de passeio desacelerou em setembro, após a decisão do governo de elevar o IPI dos veículos importados de países de fora do Mercosul e do México com menos de 65% de peças produzidas no Brasil

O crescimento das importações de automóveis de passeio desacelerou em setembro, após a decisão do governo de elevar o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos veículos importados de países de fora do Mercosul e do México com menos de 65% de peças produzidas no Brasil.
De acordo com dados da balança comercial divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria, a alta das compras de veículos de outros países foi de 9,8% no mês passado na comparação com setembro de 2010. Em agosto, o aumento havia sido muito maior, de 29% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O aumento do IPI, anunciado no dia 15 de setembro, afetou principalmente os carros vendidos ao Brasil pelos países asiáticos. “É possível que algumas empresas tenham refeito suas projeções, e aguardado para realizar o desembaraço [de importações de veículos]”, avaliou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
No acumulado de janeiro a setembro, as importações de veículos cresceram 39,4% na comparação com mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, antes do aumento do imposto, o crescimento era de 44%.
As exportações somaram US$ 23.2 bilhões em setembro, um recuo ante o número de agosto, quando as vendas do Brasil para outros países totalizaram US$ 26.1 bilhões, mostram os números do ministperio.
Já as importações totalizaram US$ 20.2 bilhões, um número também menor do que o registrado no mês retrasado, quando as compras de outros países foram de US$ 22.2 bilhões. Dessa forma, o saldo comercial no mês passado foi positivo em US$ 3.07 bilhões, menor do que os US$ 3.8 bilhões de agosto.

Redação

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