A inadimplência das empresas apresentou queda no primeiro trimestre de 2008 na comparação com os três primeiros meses de 2007. Segundo o Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Jurídica a redução no período foi de 2,5%.
Na comparação entre março deste ano com fevereiro último a queda na inadimplência das empresas foi de 0,8%. Já na relação entre março de 2008 com março de 2007, o recuo foi de 15%.
Os títulos protestados lideraram novamente o ranking de representatividade da inadimplência das empresas, no primeiro trimestre de 2008, com uma participação de 42,4% no indicador. Nos três primeiros meses de 2007, este percentual foi de 39,6%.
Em seguida estão os cheques devolvidos, que de janeiro a março deste ano representaram 38,4% da inadimplência das empresas. No mesmo período do ano anterior essa representatividade foi de 38,9%.
Fechando o ranking, em terceiro lugar, estão as dívidas com os bancos. No primeiro trimestre de 2008, as pendências com instituições financeiras tiveram participação de 19,2% no indicador, abaixo dos 21,6% obtidos nos três primeiros meses de 2007.
Quanto ao valor médio das dívidas, o indicador da Serasa revela que no primeiro trimestre deste ano os títulos protestados tiveram um valor médio de R$ 1.454,07, o que representou uma elevação de 3% na comparação com o mesmo período de 2007.
Os cheques devolvidos apresentaram de janeiro a março de 2008 um valor médio de R$ 1.255,04, com alta de 10% na relação com o primeiro trimestre do ano anterior. Já as dívidas com os bancos tiveram um valor médio de R$ 4.413,99 nos três primeiros meses de 2008, com aumento de 10,1% na comparação com o mesmo período de 2007.
Análise
observada
Segundo os técnicos da Serasa, a reversão do aumento do indicador de inadimplência observada no primeiro bimestre para redução no terceiro trimestre deveu-se à melhor situação do fluxo de caixa das empresas após o pagamento do 13º no final de 2007 e da recomposição dos estoques nos primeiro dois meses do ano.
A maior oferta de crédito, a maior participação das micro e pequenas empresas no crédito e a demanda do consumidor, garantindo o crescimento das vendas, também têm facilitado a administração financeira das empresas nesse período.







